segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

A verdade

Deitada no grande sofá vermelho, ela admira o tecto pintado à mão da sala onde se encontra. Ao lado, está uma secretária de madeira antiga, onde por detrás desta, está uma senhora sentada, concentrada e constantemente a escrever num ficheiro. De vez em quando tira os óculos de estilo anos 50 dos olhos e olha-a com o máximo de atenção, reparando nas expressões que lhe devolve.
Nesta sala só se ouve o tiquetaque do ponteiro do relógio, que marca pesadamente os segundos, e a voz dela, que lhe parece um pouco mais indecisa hoje que das outras vezes que ali se deitou.
O tema é sempre o mesmo. Em todas as sessões que tem. Relações pessoais e sociais.
Muitas das relações que teve, acabaram de igual forma. De repente e sem qualquer explicação por parte da outra pessoa. Ela estava notavelmente abalada com a recente ruptura e tinha-se deixado ir abaixo. Estava deitada naquela sala exactamente para não se perder na sua tristeza.
O relógio marcavam as dessazeis horas e os vinte e cinco minutos. Os cinco minutos finais eram usualmente utilizados pela psicóloga. Nesses cinco minutos, ela ouve a grande verdade, ainda deitada sobre o sofá vermelho a olhar o tecto:

«Nenhuma relação funciona quando existe sempre uma pessoa a lutar e outra a desistir.»

1 comentário:

Woami disse...

Sofia...

surpreendest me...

sei q não somos amigos...

ja nem te deves lembrar d mim...diogo britain braynner ;op

o nome do teu blog é semelhante ao link do meu...

www.almaospedacos.blogspot.com

vai la...le e comenta...so se trata de poesia mia...

kiss...k tenhas sempre tudo o q desejas @