quarta-feira, 27 de outubro de 2010

I'm done...

hurting, crying, screaming, caring, believing, talking, laughing, smiling, loving. I'm done.

lição dos 20 anos

Recordei hoje com as minhas amigas o filme Orar, Comer e Amar. E estávamos a falar da palavra preferida da protagonista. E fiquei a pensar. Qual será a minha? Pensei e pensei e não sei. Depois passei para "E frases?". Também não cheguei a conclusão nenhuma. E depois veio-me à cabeça "E frases que odeies?". Neste momento? Odeio que me telefonem e a primeira coisa que me perguntem é "Sofia, é verdade que disseste isto ao não-sei-quantos? é que a não-sei-que-mais disse que o não-sei-quantos disse que tu tinhas dito". É uma longa frase que envolve a quebra de confiança no não-sei-quantos, cusquice da não-sei-que-mais e incompreensão de quem telefona e desilusão minha. Senti-me completamente nua e enganada. Tal como ontem na minha primeira aula do novo curso, a mensagem que a professora dizia a uma aluna por gestos, não chegava à outra aluna que estava de costas. Na transferência de informação, há sempre algo que se perde e muitas vezes é o sentido/contexto do que foi dito. E com isso, geram-se mais conflitos e mais desconfianças.
Ao contrário do que alguém uma vez disse "bem ou mal, falem é de mim", não o façam. E não digas ao B que eu que te disse que o céu estava azul.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

KARMA

Com tudo o que aconteceu desde que este ano começou, apenas sublinho a frase de uma letra de uma música.

"what goes around comes always back around"

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

noite

Ali estavas tu, sentado no meio da praça rodeado de amigos e de minis. Eram duas e meia da manhã e nem a chuva dessa noite te estragou os caracóis castanhos. Eu sentei-me à tua frente no chão branco sujo e comecei a conversar com os teus amigos mas o meu olhar estava sempre em ti. Não me olhaste nem me falaste durante 20 minutos. Foi preciso eu sorrir para tu reparares em mim. Levantaste-te e foste sentar-te ao meu lado. "Como te chamas?" e eu respondi-te Sofia. "E tu?" e ele perguntou-me "O que achas?" e eu disse-lhe o primeiro nome que me veio à cabeça e acertei. Ele ofereceu-me uma mini e começou a falar-me sobre o que ele gosta de fazer. E disse-me que me ensinava. A chuva não parecia incomodar ninguém. Puseram música mais alto e começamos todos a dançar. Ele pegou na minha mão e encostou-me a ele. "Dança comigo" e eu dancei a noite toda. Os meus olhos castanhos não conseguiam desviar-se dos teus olhos verdes.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

mentiras e mais mentiras.

Sabes quando achas que é impossível desiludirem-te mais e depois ainda conseguem fazê-lo na perfeição? Foi o que aconteceu com ela. É claro que ela sabe que toda a gente mente, toda a gente engana, toda a gente esconde. Ela não é criança nenhuma. Aprendeu ainda nos seus frescos 16 anos que a mentira pode arruinar a vida de alguém. No dia 6 de Novembro, ela lembra-se bem. O namorado preferiu acreditar num rapaz qualquer do que nela e antes de se ir embora para nunca a mais a ver, apenas disse "não consigo olhar para a tua cara". E durante meses chorou e suplicou-o de volta. Perdeu todo o seu orgulho para tentar que ele voltasse para ela. Não voltou. Pelo menos, não nesse ano nem nos dois próximos. Até entrar para a faculdade, essa foi a única mentira que lhe virou a vida ao contrário. Sabem porquê? Ela não se envolveu com mais ninguém. Nem sequer fazia novas amizades porque não queria sentir nada. Queria continuar anestesiada e com as lágrimas congeladas. Isso durou até três anos depois. Fez novos amigos e o seu melhor amigo mentiu-lhe e escondeu-lhe coisas importantes. Outra viragem na vida dela e as lágrimas descongelaram instantaneamente e começou a chorar um rio. Não há nada pior que perder um melhor amigo. E disso ela sabe bem. Já perdeu a sua melhor amiga uns anos antes disso e ficou sem sentido. Não sabia o que fazer até que fez dos seus dias uma tentativa de conquista diária pela sua amiga. E conseguiu. Conseguiu tão bem que ainda hoje são inseparáveis e se adoram mais do que nunca. Sabes, elas são daquelas pessoas que podem estar separadas por vários (e muitos) quilómetros que sentem-se próximas uma da outra mesmo assim. E elas precisam tanto uma da outra. Agora mais do que nunca. As nossas vidas estão a mudar tão rápido que precisamos de quem conhecemos na adolescência, quando éramos umas crianças inocentes e víamos o mundo cor-de-rosa, para não nos perdermos nesta selva que é a vida. Mas agora perdeu outro amigo. E enquanto o ouvia a perder não conseguia parar de rir. Será ela normal? A única solução que ela encontrou, a meu ver - claro -, é que para não o perder terá que se afastar emocionalmente dele. Ela não é a mesma amiga que ele enganou. Aliás, ela agora é crescida e de olhos bem abertos. Ela sabe como é que as pessoas são e o que as pessoas fazem. Se isto vai afectar nos próximos relacionamentos dela? Não tenho dúvidas que sim. Ela agora finge que não lhe mentiram porque não quer odiar ninguém nem está preparada para perder alguém. E como dizem, o tempo cura tudo. O tempo leva tudo. Mas não me leva a mim nem à tua mentira.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

21 anos

Está escuro quando acordei mas já era de dia. A única luz que eu via era a do meu telemóvel a piscar. Alguém está a telefonar-me. Estico-me até à mesinha de cabeceira e carrego na tecla verde. Sim?, perguntei com a minha voz de sono. Do outro lado ouvi um ríspido Sofia, é o seguinte. Ainda nem eram oito horas da manhã e este já estava a ser o pior dia da minha vida. A vontade de lhe desligar o telemóvel era tanta mas tive de me controlar para não criar mais problemas com ele. Deixei-o falar em silêncio. Também era-me impossível proferir qualquer palavra porque ele nem parava para respirar. Acabou com um igualmente grosseiro Percebeste? Então agora se me dás licença. Piii. Som de chamada terminada. Pousei o telemóvel na mesinha e voltei a cara para o tecto escuro que não o via. Respirei fundo e sai da cama contrariada. Meti-me debaixo da água fria à espera que ela lavasse todo o meu mau humor desta manhã. Não lavou nem o levou. Vesti uma t-shirt e uns leggins e sai de casa, sem relógio nem telemóvel. Entrei no café ao lado de minha casa e tomei um café duplo e um croissant para me dar energia. Corri durante 45 minutos no parque à frente de minha casa. Não falei com ninguém nem sequer vi ninguém. Para mim, foi como estar sozinha no parque. Pelo menos foi o que eu senti. Sozinha. No final, deitei-me no banco castanho velho e comecei a respirar. A respirar e a pensar. A única coisa que me rasgou um sorriso neste corpo cansado foi saber que falta um mês para eu fazer os tão esperados 21 anos. Eu tenho sempre este pensamento estranho. Penso sempre da mesma maneira nos meus anos e nas passagens de ano. Tudo vai ser diferente daqui para a frente. Ou então, que vou mudar aquilo que não gosto em mim ou o que faço. Acabo por mudar de penteado, roupa e carteira. E nos primeiros dias, até mudo um pouco de mim e tento sempre fazer algo melhor. Mas passados uns dias, volta tudo ao mesmo. E depois volto a correr pelo parque sentindo-me sozinha. Mas isto vai mudar. Eu sei que é difícil acreditar que sim, mas desta vez é a sério. Os 21 anos não são brincadeira nenhuma. E toda a gente diz que é a idade que as coisas à nossa volta mudam. Pois bem, eu vou mudar com elas. Quando eu tiver 21 anos, aquele telefonema não me deixar tão mal ao ponto de me obrigar a ir correr.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

"às vezes estar perdida é a única maneira de me encontrar"

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

all the single ladies...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

the silence

"You lift me up
And knock me down
I'm never sure just what to feel when you're around
I speak my heart
But don't know why
Cause you don't never really say what's on you mind

It's like
I'm walking on broken glass
I wanna know but i don't wanna ask

So say you love me
Or say you need me
Don't let the silence do the talking

It's killing me.

You let me in
But then sometimes
Your empty eyes just make me feel so cold inside
When i'm with you

It's like rolling dice
Don't know where or how you're gonna make me cry


And if this is the end, please just fake it fast!"


love

"Don't say you love me unless forever
Don't tell me you need me if you're not gonna stay
Don't give me this feeling, I'll only believe it
Make it real or take it all away."

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

i love you with all my heart . don't you ever forget that .

terça-feira, 7 de setembro de 2010

o inevitável outono

O quê que queres que eu diga? Que estou contente? Satisfeita? Mais feliz do que nunca? Como é que queres que eu diga essas coisas quando eu não as sinto nem sequer as encontro em mim? O Outono está a chegar. E eu olho pela janela do meu quarto e já vejo as folhas ,outrora verde vivas, a caírem castanhas mortas. É isso que se está a passar comigo? Serei eu uma folha? Quando o sol batia forte de manhã, a espreitar pelas portadas castanhas gastas da casa de verão, eu acordava ao teu lado. Todas as manhãs deste meu verão, eu deitei-me e acordei contigo. E quando o Sol se foi embora e veio o frio de meia estação, tu foste-te embora para a tua cidade e deixaste-me. Deixaste-me sem sol e pendurada por um fio na árvore. Não, não espero por ti. Eu sei que não voltas. Eu espero por cair. É inevitável.

domingo, 5 de setembro de 2010

oh, kiss me beneath the milky twilight.

verano

terça-feira, 31 de agosto de 2010

fire

I'm ridin' in your car
Ya turn on the radio
You're pullin' me close
I just say no
I say I don't like it
Butcha know I'm a liar
'Cuz when we kiss
Oooooh
Fire


Late at night
Ooooh, you're takin' me home
You say you wanna stay (I wanna stay)
I say I wanna be alone
I say I don't love you
Butcha know I'm a liar
'Cuz when we kiss
Oooooh
Fire

keep

Somebody said you got a new friend
Does she love you better than I can
There's a big black sky over my town
I know where you at, I bet she's around
Yeah I know it's stupid
But I just got to see it for myself

I'm in the corner, watching you kiss her
(Oh, oh, oh)
I'm right over here, why can't you see me
(Oh, oh, oh)
I'm givin' it my all, but I'm not the girl you're takin' home
(Ooh, ooh, ooh)
I keep dancin' on my own

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

"Love's a state a mind."

Cidade de Guimarães

don't bother

"So don't bother,
I'll be fine, I'll be fine, I'll be fine, I'll be fine
Promise you won't ever see me cry

And after all I'm glad that I'm not your type
Promise you won't ever see me cry."

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

domingo, 1 de agosto de 2010

silence

Não sei que lhe dizer, então calo-me . Calo-me no carro, a passear lado a lado na rua, até à mesa seja à uma da tarde ou às oito da noite. Fico calada e a observar tudo o que se passa à volta porque eu não tenho nada para lhe dizer. Já lhe disse tudo e já foi tanto, já lhe dei tudo e demasiado. Nunca lhe disse que o amava mas o meu olhar nunca enganou ninguém. Já lhe disse que me fazia a rapariga mais feliz e ao mesmo tempo também já me fez a mais triste delas todas. Já me apeteceu beijar-lhe e bater-lhe com toda a minha força. Já lhe abri a porta de minha casa como lhe fechei a porta na cara. Já troquei olhares com ele como também já evitei olhar-lhe. Já disse e fiz tanto com ele que agora não me resta nada, se não as más recordações que eu guardo porque as boas não são suficientes. Penso nele, e penso tristeza. Estou com ele e sinto tristeza. Querer tê-lo de volta é como aceitar de volta a tristeza que eu mandei embora quando me calei ao teu lado. Se eu não falar contigo, tu não falas comigo e não me dizes as mentiras que saem da tua boca todos os dias. Não te ouço a gozar com tudo e a responder-me mal como me tens respondido. Se eu me calar, apenas recebo silêncio e neste momento é tudo o que eu peço de ti.
"Trabalha como se não precisasses do dinheiro.
Ama como se nunca tivesses sido magoado.
Dança como se ninguém te estivesse a ver.
Canta como se ninguém ouvisse."

quarta-feira, 21 de julho de 2010

passa

como o tempo passa e parece que não passa. os dias passam, os anos correm mas parece-me tudo igual. basta eu fechar os olhos e parece que não se passou nada nos entretantos. ainda te vejo a chegar atrasado todos os dias com o mesmo sorriso na cara. ainda te sinto a chegares perto de mim e a me cumprimentares com um olá meu amor. recordo todas as conversas, tudo o que trocamos um com o outro, em todos os dias que estivemos juntos. abro os olhos e sou capaz de esperar por miléssimos de segundos que me apareças esta manhã e me digas olá meu amor. mas depois passa-me. porque eu sei que já passou. mas é incrível como o tempo passa e o que eu sinto não. eu sinto o teu cheiro quando caminho na rua, eu ouço a tua voz a sair da boca das outras pessoas, eu vejo o teu sorriso mesmo de olhos abertos, eu sinto o sabor do nosso último beijo. eu sinto. e isso não passa. mas o tempo passa, parecendo que não.

terça-feira, 20 de julho de 2010

fly away from here.

"Gotta find a way
Yeah, I can't wait another day
And nothin' gonna change
If we stay around here
Gotta do what it takes
Cause all in our hands,
We all make mistakes, yeah
But it's never too late to start again
Take another breath
And say another prayer

If this life
Gets any harder now
It ain't no nevermind
You got me by your side
And anytime you want
Yeah, we can catch a train and find a better place
Yeah, cause we won't let nothin' or no one keep gettin' us down
Maybe you and I
Could pack our bags and hit the sky"

sexta-feira, 9 de julho de 2010

felicidade, outra vez.

Na quarta-feira, na estação de comboios comprei uma revista para me entreter na viagem de regresso ao meu Porto (de abrigo). Comprei a mesma de sempre. Folheei uma e outra e vez e calhei num artigo sobre como ser feliz. Mesmo o que eu preciso, pensei. E pus-me a ler. Disse muita das coisas que eu já tinha ouvido ou visto num outro sítio - afinal, não se pode inventar muito, não é verdade? - mas disse algo que ainda não me tinha apercebido. O que eu já sabia é que as pessoas sobrevalorizam o sentimento de felicidade e que pensam que as pessoas são felizes todos os dias, o que não é verdade. Disse que as pessoas também passam por outras experiências igualmente humanas como a tristeza, solidão e desespero. Novidade? Não. O que nos diz é para não pensarmos que há algo de errado connosco que estivermos tristes, se nos sentirmos sozinhos mesmo estando acompanhados e que é normal uma pessoa desesperar. Tudo isto é normal. Somos pessoas e temos mais do que o sentimento de felicidade. Há quem não tenha essa felicidade mas que isso também é normal. A felicidade é uma coisa que se atinge aos poucos e nós podemos chegar lá. Mas primeiro - e isso é que me fez pensar - temos que aceitar a tristeza como parte de nós. Afinal, não faz mal e não há nada de errado comigo se eu me sentir triste. Posso ter razões ou nem as ter sequer, é normal. E aquela rapariga que sorri todos os dias na minha cara e que me fura os tímpanos, lembram-se (?), isso sim, não é muito normal. Uma pessoa que queira tanto mostrar que é feliz, será mesmo?

breathe

"2 AM and I'm still awake, writing a song
If I get it all down on paper, it's no longer inside of me,
Threatening the life it belongs to
And I feel like I'm naked in front of the crowd
Cause these words are my diary, screaming out loud
And I know that you'll use them"

terça-feira, 22 de junho de 2010

voilá

À mesa, seja ao almoço e ao jantar, seja a ouvir as notícias ou nós a contarmos algo que nos tenham dito, a sua frase é sempre a mesma. E no início, custou-me acreditar. No início achava um exagero do meu pai mas a verdade é que os seus 49 anos lhe dão direito a proferí-la.

"Não acredites em nada do que te dizem"

quinta-feira, 3 de junho de 2010

falling

"I'll dance myself up
Drunk myself down
Find people to love
Love people too drunk
I'm not scared to jump
I'm not scared to fall
If there was nowhere to land
I woudn't be scared at all"

you got the love

"sometimes I feel like throwing my hands up in the air"

sexta-feira, 14 de maio de 2010

11 Maio 2010
Parque Eduardo VII
Como as coisas mudam. É ridícula a rapidez com que as coisas de facto mudam. Há uns tempos atrás, andava eu desesperada, desorientada, destruída... Uma quantidade de "des-". Tinha mudanças de humor que era uma coisa doida e quando chegava a casa berrava para as paredes ou para a minha amiga, que me ouvia e nada dizia. Até me calar e me recompor. Há uns tempos eu era assim. Mas agora que penso nisso, parece-me tão distante... Parece-me irreal o que aconteceu. E às vezes tenho que pensar mesmo e perguntar "isto aconteceu?" "eu comportei-me daquela maneira?". Mas a verdade é que passou. Passou e já passou. Tento lembrar-me, tento fazer com que isso não volte a escorregar-me da memória mas a verdade é que não foi assim tão mau para ficar registado. A verdade é que eu já sofri bem pior e já chorei muito mais do que agora. E essas, sim, essas memórias não vão embora tão facilmente como ele foi. Não esqueço essas memórias de há anos atrás tão rápido como tu me esqueceste. É quando penso em tudo ao mesmo tempo e relaciono que me apercebo de que o que eu chorei este ano, foi por toda a tristeza acumulada dos anos anteriores, em que me proibí de deitar uma lágrima. Este ano chorei por todos os anos e todas as tristezas que aconteceram nesses anos. Porque agora nada de mais se passou. Ou, o que se passou foram coisas ordinárias... Coisas que acontecem todos os dias a toda a gente. Sim, mentiram-me uma e outra e outra e outra vez. Sim, magoaram-me. Sim, desiludiram-me. Sim. Mas isso acontece sempre. E este ano as minhas respostas foram exageradas... porque eu já estava magoada. Foi como uma última gota necessária para fazer deitar a água cá para fora, estás a ver? Porque se eu estivesse bem, não deitaria nenhuma lágrima. Eu estava partida. E agora ando a colar-me aos bocados. Mas não preciso de ajuda de ninguém, nem vou pedir. Eu sozinha sei que consigo. E eu vou conseguir, mais cedo ou mais tarde. E vou voltar a ser quem eu já fui. Aliás, isso parece-me impossível. Nunca na vida vou voltar a ser quem fui. Sei que a ingenuidade, essa já se foi. E também abri os olhos nos últimos meses. É incrível, estou a adorar. Portanto, secalhar não quero voltar a ser quem eu era. Quero ser melhor, mais com os pés na terra, sem nunca deixar de ter os meus sonhos. (lamechas)
" 'Cause all of the stars are fading away .. Just try not to worry "

domingo, 9 de maio de 2010

quero ser livre!

sábado, 8 de maio de 2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

epa

Sim, estou irritada. Ando irritada mas não o mostro a ninguém e tento com que ninguém se aperceba e me pergunte porquê. Fartei-me de queixar em voz alta de tudo o que me chateia, mas continua a minha voz irritante a dar-me cabo da cabeça. Quero que as coisas mudem. Quero muito que as coisas mudem. Mas eu sei que não é assim que as coisas funcionam. Queixar, querer e puf, toma lá. Eu sei. Tenho que me queixar menos, tenho que querer mais e tenho que me mexer ainda mais. Está tudo dependente de mim. Eu sou a única que pode mudar o que está mal e o que eu não gosto. E portanto, eu tenho que calar mais e deixar-andar menos. Vou mudar e quero lá saber que tu não gostes... Tu também mudas, constantemente, a todo o tempo e eu tento acompanhar a tua mudança. Umas vezes não gosto, outras até prefiro. Mas sei que se mudas, é porque sentes a necessidade de tal e, por isso, não critico nem desgosto. Tenho que gostar, não é? Afinal se eu gosto de ti, aceito-te como és. Portanto, eu espero o mesmo de ti. Mas se não conseguires acompanhar e sentires enjoada pelas mudanças de vento, aconselho-te a sair do barco. Mas se decidires ficar, acredita em mim quando te digo que vai ser one hell of a trip.

felicidade

Se sou feliz? Não sei. Será que alguém pode responder a essa pergunta? Há momentos que nos trazem felicidade e outros que nos tiram. Será alguém feliz durante um tempo? Será que chega a um dia inteiro essa felicidade? Eu sei que não sou feliz quando acordo e tenho sono. Mas depois de combater essa mini infelicidade de me ter que levantar da cama, depois de despertar para o mundo lá fora, sinto-me bem. Será felicidade? Felicidade é estar bem? Acho que uma pessoa não consegue dizer "sou feliz". "estou feliz" vá que não vá mas depois isso passa rapidamente... O que me chateia é a busca incansável da felicidade. Será assim tão importante sermos felizes? Não basta momentos de felicidade? acho que ser feliz está sobrevalorizada. Somos constantemente bombardeadas com imagens de felicidade estampada na cara das pessoas na publicidade aos carros, ao rímel, ao empréstimo do banco,... O rosto da felicidade está em todo o lado para onde olhamos e isso faz-nos inconscientemente (talvez) querer ser feliz. E se não somos felizes todos os dias ou pelo menos o dia inteiro, achamos que algo de mal se passa connosco... Mas porque que eu não me rio tanto como aquela ali, que passa o dia todo a mostrar os dentes e a furar-me os tímpanos? Serei eu depressiva demais? O que se passa comigo? Estas foram as primeiras perguntas que me passaram pela cabeça... Mas depois parei e pensei. Não é normal rir-se o dia todo, todos os dias. Só as pessoas estúpidas é que o fazem. Porque é essa a imagem que essa aí está a passar. E eu comecei a ver que não havia nada de errado comigo e que eu não preciso de mudar porque eu estou bem como estou. Não sou feliz mas tenho muitos momentos de felicidade. Um deles é conseguir apanhar o autocarro que me leva para a faculdade. Outro é comer pipocas, enterrada no sofá na companhia da minha irmã mais velha. São todos os pequenos momentos como esses que me fazem feliz momentaneamente.

sábado, 1 de maio de 2010

vida.

"O tempo passa mas eu espero por ti" que frase mais ridícula, agora que penso nela. Houve alturas em que eu acreditava nessa frase e eu própria já cheguei a dizê-la a alguém. Mas não acham um bocado falso? A vida faz-se todos os dias, a toda a hora, com as pessoas que nos rodeiam, quer seja daquelas que gostamos e das que não nos dizem nada. Mas são essas pessoas que nos rodeiam que fazem a nossa vida, que nos acompanham nos mais variados momentos, seja os bons como os terríveis. São essas pessoas que estão ao nosso lado, dia após dia, que nos mostram que podem contar connosco e que nos conhecem verdadeiramente porque vivem connosco constantemente e não de vez em quando ou ao telefone. Como é que eu vou esperar por alguém que não está ao meu lado nem sabe nada sobre mim? Vou andar a contar a minha vida pelo telefone e pelos encontros imediatos que ocorrem muito esporadicamente? Mas qual é a lógica? Eu conto com as pessoas que me rodeiam. Elas é que escrevem na minha vida mesmo sem eu querer. Mas a verdade é que eu quero que elas escrevam o que quiserem, mesmo sem eu pedir. Eu quero acordar todas as manhãs e saber que a minha vida está a ser escrita por mim e por vocês que estão ao meu lado e não do outro lado da linha.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

"São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
Se a Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar"

eh la

"pareces uma montanha russa" disse-me. E eu pergunto-me "porquê?" porque estive no fundo e agora estou quase quase a tocar no topo? Eu cheguei à conclusão que não é por não teres dormido as horas que querias, não é por teres batido com a testa na porta da casa de banho, não é por perderes constantemente o autocarro que passa à tua frente, não é por alguém se esquecer de te pedir desculpa ou não se lembrar de pedir por favor, não é por alguém te levantar a sobrancelha ou mesmo a voz, não é por não saberes responder a algo ou te sentires a pessoa mais burra do planeta, que tens de ficar triste... Há tantas mas tantas coisas piores que isto e nada de mais grave acontece na minha vida, portanto, porquê ficar triste? A vida acontece-me e tal como a letra daquela música diz "deixa o mundo girar para o lado que quer".

terça-feira, 20 de abril de 2010

just say yes

For God's sake, dear. Just say yes... It's not a test nor a trick of the mind, only love.

terça-feira, 13 de abril de 2010

voltei

Meu amor, cheguei. Voltei a mim mesma após uns longos meses afastada. Uma ausência que tu notaste desde o primeiro dia que eu parti mas que eu só dei conta quando não consegui falar contigo sem roaming. Fui para o estrangeiro... Mas para um daqueles países bem longe daqui, que nem conseguia fazer-me ouvir. Estive fora mas voltei este fim-de-semana, meu amor. Não vês que eu estou aqui? Sou eu. A Sofia que conheceste e que gostaste. Voltei com malas cheias de coisas que aprendi enquanto aqui não estive. Foi como se eu estivesse num naqueles retiros todos pirosos e lamechas em que não se pode falar e só se pode pensar e pensar? Pois bem, eu fartei-me de pensar, se queres que te diga. Cansei-me só de pensar. Mas agora que chegou ao fim, ainda bem que fiz esta viagem agora, mesmo que tenha sido contra a minha vontade e mesmo que tenha demorado tanto tempo. Se demorou, foi porque era preciso. Não te vou mostrar o que trouxe nas malas mas acredita em mim, voltei para ficar. Vou arrumar as malas num sítio bem secreto e vou-me agarrar a este chão em que piso. Porque é este chão que piso neste momento que eu quero pisar. É pelas portas que passo, que eu quero passar. É com as pessoas que eu falo, que eu quero falar. Agora que voltei, deu-me umas saudades e uma vontade de abraçar toda a gente e nunca mais as largar. Agora sim, estou em paz. E em paz, sou tão feliz.

domingo, 11 de abril de 2010

obrigada por me ajudares a sair do estado onde eu estava e por me voltares a fazer sorrir .

:)

o tempo passa a correr. o tempo passa e eu continuo na mesma. e vejo as minhas amigas a prepararem-se para acabarem os seus cursos e começarem a trabalhar. vejo os meus amigos e vejo-me a mim no mesmo sítio. mas a verdade é que não há outro sítio que eu quisesse estar do que no início do meu curso. sim, eles estão a "começar" as suas vidas, vivem sozinhos, sabem cozinhar e têm namorados. mas a minha vida não vai começar quando eu acabar o meu curso e começar a trabalhar. a minha vida já começou e eu já estou a viver porque se eu fizer o mesmo que eles, só começo a minha vida aos 30.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

agora sim...

here I go again on my own !

terça-feira, 6 de abril de 2010

:D

Há uns dias, quando estava a tomar café com um amigo, o pacote de açucar que vinha a acompanhar a chávena, era daqueles da Nicola com mensagens. "Um dia vou quebrar a minha rotina. Hoje é o dia.". Há uma semana, lembrei-me dessa mensagem e, juntamente com o filme yes man visto pela segunda vez, decidi mudar de rotina. Queixava-me queixava-me e apenas eu podia mudar. "Muda de vida..." já dizia a música que nessa semana, não sei porquê, passou mais vezes na rádio. Coisas da minha cabeça, secalhar. E eu mudei. De vida não totalmente, mas para lá caminho. Mudei os meus dias, para começar. E a palavra de ordem era o Sim. Sim, uma palavra tão bonita que eu uso poucas vezes para o que eu quero. Sim, quero sair de casa, tomar café a olhar para o mar. Sim, quero ir para tua casa, até à tua faculdade, ir contigo ao shopping, dormir contigo em braga. Sim, eu levo-te lá, sim eu faço-te companhia, sim eu vou buscar-te. Sim, eu pago o almoço, a gasolina e tudo o que quiseres, minha irmã. No final da semana, o balanço foi positivo. Estive tão fora de casa que agora já nem sei o que é estar em casa sozinha à secretária. Ia dando em doida, dentro de quatro paredes sem vozes. Silêncio era o que se ouvia. E, mais uma vez, sim saio de casa e sim vou ter com vocês. Siiiiga

sábado, 3 de abril de 2010

breakaway

"Trying hard to reach out
But when I tried to speak out
Felt like no one could hear me
Wanted to belong here
But something felt so wrong here
So I'd pray
I could break away

I'll spread my wings and I'll learn how to fly.
I'll do what it takes till I touch the sky.
Make a wish, take a chance,
Make a change, and break away.
Out of the darkness and into the sun.
But I won't forget all the ones that I love.
I'll take a risk, take a chance,
Make a change, and break away"

terça-feira, 30 de março de 2010

oito - dez

tenho saudades do oito . tenho saudades de todos os dias em que estive com o oito . fazia as coisas que queria e que mais gostava e sentia-me sã, sentia que era o correcto, sentia que era o que eu realmente queria. agora eu não sei o que ando a fazer, ando a deriva desde que te foste embora. passo os dias a lutar pela felicidade que tu me proporcionaste. agora as coisas... a vida... não faz sentido, nada encaixa, nada pertence a nada... eu não pertenço onde estou neste momento, eu não percebo o que se passa à minha volta e porquê que eu não consigo ser feliz sem ti. e estou cansada de passar estes dias rodeada pelo dez . eu não gosto do dez . volto a dizer e a repetir que eu não gosto do dez .

sábado, 27 de março de 2010

sabes... vou começar a cometer todos os erros que há para cometer ... a começar por ti .

segunda-feira, 22 de março de 2010

I can't mend this torn state I'm in.

sexta-feira, 19 de março de 2010

here i am

"Everybody needs somebody who
They can pour their heart and soul into

Well if you need a place where you can run
If you need a shoulder to cry on
I'll always be your friend

When you need a shelter from the rain
When you need a healer for your pain
I will be there time and time again"

domingo, 14 de março de 2010

sleeping in my car - i will undress you .

saudades de 2007 .


"I am with the stupid."
"let us be wrong and let's begin ."

sábado, 13 de março de 2010

now it's too late for you to catch me .

segunda-feira, 8 de março de 2010

anatomia de Grey

"The early bird catches the worm; a stitch in time saves nine. He who hesitates is lost. We can't pretend we haven't been told. We've all heard the proverbs, heard the philosophers, heard our grandparents warning us about wasted time, heard the damn poets urging us to 'seize the day'. Still sometimes we have to see for ourselves. We have to make our own mistakes. We have to learn our own lessons. We have to sweep today's possibility under tomorrow's rug until we can't anymore, until we finally understand for ourselves like Benjamin Franklin meant. That knowing is better than wondering, that waking is better than sleeping. And that even the biggest failure, even the worst most intractable mistake beats the hell out of never trying."

quarta-feira, 3 de março de 2010

oasis

"Take what you need and be on your way. Stop crying your heart on."

terça-feira, 2 de março de 2010

porta-chaves!

Faço este post à meia noite e dezanove minutos do dia três de Março à minha melhor amiga . Para além do nome , partilhámos também já cinco anos . Como o tempo passa ... e é com o passar rápido do tempo que eu me sinto obrigada a olhar para trás . E volto ao primeiro ano em que nos conhecemos no Ellen Key . Como tudo era tão fácil nessa altura e nós queixávamo-nos na mesma de tudo e mais alguma coisa . Naquela altura , a única coisa fácil foi entregar-me a ti e construirmos uma amizade que dura e dura . Há uns anos , mandaste-me um e-mail a comentar qualquer coisa que tinha escrito no blogue e disseste que "ainda bem que nos chateamos naquele ano, porque agora sei e sinto que és a minha melhor amiga" . E é mesmo verdade . Não sei se não nos tivéssemos chateado, se não estaríamos onde estamos agora . Mas fico muito feliz por estarmos aqui . Os três primeiros anos passaram a voar e foram bons anos apesar das coisas más que aconteceram porque estiveste comigo os dias todos . Agora , aqui , em minha casa nesta cidade distante de ti , sinto uma saudade a apertar e sinto-me vazia . No primeiro ano não me custou porque eu estava com sede enorme de conhecer este novo local . Agora , no segundo ano , é-me tão difícil meter-me no comboio e separar-me 300 km de ti voluntariamente ... É em relação a ti, à Sara e ao resto da minha família . Custa-me montes . E chego aqui a Lisboa , a esta cidade que já conheço e... tu sabes . Mas quando me telefonas , my love , fazes-me ganhar o dia . Quando me mandas mensagem assim do nada sobre qualquer coisa , eu rasgo um sorriso e fico nostálgica . E fico a pensar como seria a minha vida se estivesses aqui comigo .... MEU DEUS .

E já sabes , manda-me mensagem para me dizer se partiste unha ou não , se está a chover , se o céu brilha mais (a sara uma vez mandou-me uma mensagem a dizer isso :D) , se não queres sair da cama , se tudo o que tu quiseres e mais alguma coisa . Estou sempre disponível para te responder e atender o telefone . E já sabes , conferências GB estão sempre disponíveis 24/7 , basta tu mandares mensagem que eu ponho a gente toda na linha - literalmente .

És-me muito e fazes-me muito .
Até ao infinito e mais além , woody e encontramo-nos no outro planeta ?
Beijinhos e espero que tenhas gostado da minha love letter para ti .

:D

até agora eu tinha medo de sentir . qualquer coisa que fosse , eu não queria sentir . se para não sentir dor eu não pudesse sentir a felicidade , eu optava por isso . mas chega disso . chega de coisas superficiais e passageiras . chega de medo de entrega e de confiança . chega de construir barreiras à minha volta . eu quero ver . eu quero confiar . quero entregar-me . quero sentir dor . quero me magoar até chorar de dor . quero berrar até me saírem apenas palavrões que nunca digo . quero também sorrir . quero rir-me tanto até chorar de felicidade , até me doerem as bochechas , até ser-me impossível respirar .

inverso passado

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O meu coração é frágil mas a minha razão protege-o.

broken

"There's a million reasons why you can't mend me."

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

"I laugh a bit louder without you."

Alive

"And there's no turning back this time
Gotta stay alive

Where do I go when I'm so alive
Where do I tear, when we were so close
We try not to crash, but we still collide
Tears I've cried
I'll survive
I'm alive

I'm gonna get there someway
Throughout the tears and the rain
And any road I can take
Just to give me some pace
Where all the stars on my heart
And all that lies in the dark
Dissapearing
into the lights
So bright
Tonight"

sábado, 20 de fevereiro de 2010

pesadelo

Acordei de repente e não conseguia respirar. Estava a tremer e não podia ser do frio porque estávamos em pleno Verão. Podia não ter a certeza de muita coisa, mas disso tinha. Sabia que tinha feito anos ontem. Mas que pesadelo... Tentei respirar mais devagar e já me foi possível sair da cama. Ao acender a luz do meu quarto de banho, tive um flash do meu pesadelo. E fiquei estática. Tentava sair de casa mas todas as portas e janelas tinham sido trancadas. Não estava sozinha, estava com a namorada do meu melhor amigo. Estávamos as duas aterrorizadas e sem saber o que fazer. Chamamos por ele mas não o encontrávamos em lado nenhum. Já começávamos a sentir o fumo a entrar nos nossos pulmões. A sala da televisão estava a arder e nós não conseguíamos sair de casa. Eu não quero morrer... Eu não quero morrer! Quando finalmente os meus olhos viam o presente, respirei fundo e tentei acalmar-me outra vez. Depois de vestida, entrei no quarto do meu melhor amigo e acordei-o.

- Parabéns, Sofia! Dá cá um abraço ao rapaz da tua vida. - disse-me com um sorriso na boca e os olhos ainda meio fechados.
Eu levantei a sobrancelha. - Pedro, Pedro... Ontem à noite foram copitos a mais, não? - e abri a persiana. Espreito pela persiana e vejo a namorada dele a vir em direcção à nossa casa, ao mesmo tempo que o ouço dizer "Não, Sofia. Ontem à noite estivemos a estudar até tarde, não te lembras? Hoje são os teus anos." e tenho um flash.
- A tua namorada está a vir para cá... - digo-lhe ainda virada para a janela. - É a segunda manhã que ela vem para cá.
Ouço um riso distorcido. - Estás a brincar? Ela chegou ontem de Paris. E eu disse-lhe para vir hoje de manhã para te cantarmos os parabéns. - hesita. - Tu não me pareces bem... - agarra na minha mão e pergunta-me: - Estás bem?
Eu fico a olhar-lhe e finalmente lhe digo, ao mesmo tempo que o abraço. - Eu não quero morrer.
Ele ri-se. - Sofia, só ficaste um ano mais velha, tu não vais morrer.
A campainha toca e nós os dois descemos.
O Pedro abre a porta à Carolina e os dois começam a cantar os parabéns, tal e qual como no flash que ainda à pouco tive. Fomos para a cozinha e a determinada altura, eu digo, virada de costas para eles, "o copo vai cair". E dois segundos depois, ouço o estilhaçar do vidro.
Eles os dois ficam sem reacção e eu viro-me para eles e a minha cara espelha o medo que eu nunca tinha sentido.
E acrescento. - O João vem aí. Vai tocar à campainha agora e traz com ele dois embrulhos. Um para mim e outro para ti, Carolina.
A campainha toca. O Pedro arrasta-se para junto do intercomunicador e pergunta quem é. Do outro lado ouve-se "Sou eu, amigo, o John.". Eles os dois olham para mim como se eu fosse uma estranha. E eu não sei que lhes dizer.
O João entra em casa e vai até à cozinha ter connosco. Quando ele entra, para além de ver que ele traz dois embrulhos na mão, tenho outro flash do meu pesadelo.
- Parabéns, Sofia. Este aqui é para ti e este é para a Carolina.
- Presente para mim, porquê? - pergunta a Carolina, contente e desconfiada ao mesmo tempo.
- Oh, porque acho que vais gostar. Não há assim razão especial.
Nós abrimos os presentes. Ele deu-me um lenço turquesa, a minha cor favorita. Passado algum tempo, ficamos apenas eu e o João na cozinha. Perguntei-lhe se queria umas torradas e ele disse-me que sim. Enquanto eu fazia as torradas e punha a mesa para nós os dois, ele contava-me como ia a vida dele." - Sabes, tive a pensar desde aquela nossa conversa no outro dia. E tu tens razão... Eu gosto da Carolina. E magoa-me vê-la com ele. Eu já pensei em lhe dizer o quanto gosto dela e de lhe pedir em namoro." Eu olho para ele e relembro-lhe que ela já tem um namorado. Ele continua a conversa e tudo o que diz é que o Pedro não serve para ela e que ela mereceria alguém melhor. Eu cheia de ouvir aqueles disparates todos acerca do meu melhor amigo, apenas lhe digo "A conversa acaba aqui porque eu não quero continuar a ouvir-te insultar o Pedro na nossa casa. A Carolina está com ele e está feliz. E tu tens de respeitar isso e tentar seguir em frente, se queres ser feliz. Mas não estragues a felicidade dos outros." Antes de me virar costas e sair amuado da cozinha sem tomar o pequeno-almoço, tudo o que me diz é "Se eu não posso ficar com ela, ninguém pode".
De volta ao presente, eu aceito a prenda que ele me deu. Agito o embrulho e digo-lhe. "Bem, eu hoje já advinhei muita coisa. Posso tentar advinhar esta?"
- Claro que sim.
- Um lenço turquesa. - e abro-o ao mesmo tempo, tendo a minha confirmação.
- Uau, incrível.
- É, não é?
Mas eu não acho incrível.
- Carolina, posso falar contigo? - pergunto-lhe.
Depois de nos afastarmos deles, eu conto-lhe o meu sonho de ontem e o que se está a passar hoje. Conto-lhe que a casa vai começar a arder e nós as duas vamos ficar trancadas aqui dentro. Ela não acredita em mim, como seria de esperar. Será que estou a enlouquecer? Ela sai de ao pé de mim e vai ter com o Pedro e o João chama-me até à cozinha e diz que precisa de falar comigo. Eu já sabia qual seria a conversa. Ele acaba com o "Se eu não posso ficar com ela, ninguém pode" e sai da cozinha. No meu sonho, eu fui para o quarto arranjar-me. Mas agora, segui-o silenciosamente para ver o que ele fazia. E vi. Vi-o a fechar as janelas à chave e a guardar a chave noutro local. Quando ele ia para outra janela, eu ia abrir as que ele tinha acabado de fechar. Fiz isso com as portas também.
Alguém agarra-me por trás e pergunta-me "o quê que pensas que estás a fazer?". A voz do João estava carregada de ódio, como eu nunca tinha ouvido. "Eu sei o que queres fazer... Mas eu não vou deixar que tu faças isso". Não sei como, já dou por mim a correr como se fosse para ganhar alguma medalha na rua de minha casa. Passo o banco, o café, a alameda, e corro corro corro em direcção à avenida. Hoje parece-me tão longe. Queria correr mais e chegar depressa ao posto da polícia mas as minhas pernas tramam-me, como sempre. Sinto que ele está quase a alcançar-me e então, sei pensar, eu começo a subir a uma árvore, que lá está. Subo e subo e agarro-me bem aos ramos. Ele tenta subir mas eu sei que não consegue. Nunca conseguiu. Um carro pára ao lado da árvore e eu grito com todo o ar que tenho dentro dos meus pulmões para chamarem a polícia. Eu grito e volto a gritar. Eu peço e volto a pedir. Eu suplico de lágrimas nos olhos, por favor, chamem a polícia. Eles não me ligam e engatam a primeira. Eu agora não sei o que fazer. Limpo as lágrimas e vejo uma camioneta a vir em nossa direcção, cheia de cabeças a espreitar nas janelas. Eu respiro e volto a gritar para chamarem a polícia. Vejo uma senhora toda preocupada que puxa do seu telemóvel e chama a polícia. Quando vejo as fardas, o meu coração reconhece e sente-se seguro. As minhas lágrimas secaram instantaneamente e a minha respiração já me obedece outra vez. Ouço alguém lá em baixo, a esticar-me os braços e dizer "já podes descer".
Eu desço devagar e quando os meus pés tocam no chão, o meu corpo lança-se no corpo dele e digo "Não fazes ideia do quanto eu estou contente por teres vindo. Eu estava a correr para ir ter ao teu posto mas não consegui." Aperto-o mais contra mim. "Obrigada, obrigada, obrigada" E ele envolve-me nos seus grandes braços e diz "Já estou aqui, Sofia. Podes acalmar" e beija-me os lábios.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

medo, qual medo ?

Eu já não tenho medo, disse ela. Eu já não tenho medo de corar quando tu me sorris, de trincar o lábio quando tu me olhas, de respirar tão profunda e rapidamente quando tu estás perto de mim, de fechar os olhos quando sinto o teu cheiro, de sorrir quando me dás um beijo. Eu não tenho medo de deixar a minha mão por debaixo da tua, de entrelaçar os dedos com os teus, abraçar-me ao teu braço e resto do corpo. Não tenho medo de me deixar abraçada a ti, de olhos e boca fechada. Sem movimento algum. Quieta como eu nunca consigo, excepto quando sinto o bater do teu coração no meu. Não tenho medo de escrever estas palavras e de mostrar o quanto eu estou apaixonada. Não tenho medo de me ter apaixonado por ti em tão pouco tempo. Não tenho medo de não te conhecer porque conheço os meus sentimentos por ti e os teus por mim. Não tenho medo do que os outros possam pensar ou dizer. Eu não quero saber deles para nada.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

:)

"As mulheres sorriem quando querem gritar. Cantam quando querem chorar. Choram quando estão felizes. Riem quando estão nervosas."

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

tik tok

"Grab my glasses , I'm out the door
I'm gonna hit the city
Before I leave
Brush my teeth with a
Bottle of Jack
Cause when I leave for
The night I aint coming back."

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

"i told you so"

Hoje acordei sobressaltada . Sonhei contigo . Outra noite em que tu apareces e eu não sei explicar porquê . Não quero nada sair da cama e enfrentar o mundo sozinha . Não quero nada sair de casa , ainda por cima com esta chuva e ventania que me leva tudo menos os sonhos . E eu já sei que vou ficar a pensar em ti o resto do dia . A contrariar a minha vontade , os meus músculos movem-me para fora da cama e em direcção à casa de banho . Arranjo-me e visto-me rapidamente por causa do frio . Tomo o pequeno-almoço concentrada no que se passa no outro lado da janela e tento prepara-me mentalmente para enfrentar o mau tempo . Pego no guarda-chuva e saio de casa . Entro no autocarro e vou até Belém para as minhas aulas . Tão distraída que eu estava de pensar em ti e eu só olhava para o relógio para ver quando me podia ir embora . Só queria sair dali porque nem sequer estava a ouvir o professor nem o que as minhas amigas conversavam baixinho comigo . Eu simplesmente não estava ali . Oh, se fisicamente também não estivesse...
Depois do ponteiro marcar uma hora da tarde , eu começo a arrumar as minhas coisas e a pensar sair sem ninguém dar por mim . E consigo . Abro o guarda-chuva outra vez - claro que ainda não parou de chover , quer dizer , estamos em Janeiro , não é? - e vou quase como a correr para a paragem de autocarro . Entro no primeiro que pára . A meio do caminho , começo a não identificar as casas e as ruas por onde estou a passar . Queres ver que me enganei no autocarro? Perguntei a uma senhora por onde estávamos a ir e ela respondeu-me que aconteceu um acidente , pelo que o percurso fora alterado . Ah, está bem . Quando começo a situar-me onde estou e vejo o Marquês ao fundo , eu carrego no stop e saio . Bolas, não era bem aqui que eu queria sair . Abro o meu guarda-chuva muito apressadamente , pelo que ele me foge das mãos e cai a quase um metro de mim . Neste preciso momento , está a chover como se não houvesse amanhã e eu já sinto toda a minha roupa molhada exageradamente . Agarro bem nos meus livros para não cairem nas intermináveis poças de água que por ali se formaram e baixo-me , alcançando o guarda-chuva estendido . Ao mesmo tempo , alguém faz o mesmo que eu . Levanto a cabeça para o ver , não precisando de muito porque ele está ao mesmo nível que eu e vejo . Vejo-o por detrás de todas as gotas de água que nos separam , por todos os fios de cabelo que se atravessam na minha cara e por detrás das pálpebras que se teimam em fechar e abrir para ver quando é que ele desapareceria e eu chegasse à realidade de que afinal fora uma ilusão . Ele sorri-me . O mesmo sorriso atravessado que faz em todos os meus sonhos e me faz apaixonar por ele . Ele abre o guarda-chuva e levanta-me pelo cotovelo , abrigando-me . Afasta o meu cabelo da minha cara e levanta o meu queixo na direcção da sua boca.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

às vezes

"Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e ...então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a fazer. E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração bater desordeiramente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade. Às vezes, é preciso partir antes do tempo, dizer: aquilo que mais se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma e prepará-la para um futuro incerto, acreditar que esse futuro é bom e afinal já está perto, apertar as mãos uma contra a outra e rezar a um Deus qualquer que nos dê força e serenidade. Pensar que o tempo está a nosso favor, que a vontade de mudar é sempre mais forte, que o destino e as circunstâncias se encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação ténue e fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua época e que um dia também teve o seu fim. Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizémos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito. Somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor. Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo a baixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda-fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo. Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio, paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar. Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer."

sábado, 2 de janeiro de 2010

passagem de ano

Faltavam quinze minutos e eu sentada no chão em frente da lareira lá de casa, atenta aos meus primos enquanto tentavam explicar a palavra que lhes saiu. Eu e o meu primo mais velho conseguimos fazer doze palavras seguidas, enquanto que a minha prima mais nova disse que sabia que a palavra escrita era "quimioterapia". Claro que sabias. Ela fez-me rasgar um sorriso naquele momento e eu abracei-a. Faltavam uns dois minutos para a meia noite quando eu estava sentada no sofá, em frente à minha prima e lhe explicava por outras palavras, a palavra que ela tinha que me dizer. Ela tentou e tentou mas eu só pedia "sinónimo disso" e ela continuava a tentar até a minha mãe nos agarrar pelos cotovelos e nos levar para a sala ao lado. Começou a contagem decrescente e eu só pensava "é agora. é agora que saio deste ano e entro na nova década." e eu berrei os números desde 19 até zero e depois abracei a minha família toda e desejei-lhes do fundo do meu coração um óptimo ano para eles. Já em 2010, telefonei aos meus amigos e desejei-lhes o mesmo. Depois, desafiei um dos meus primos num jogo de bilhar. Sempre a meter as bolas e quando eu não conseguia, ele não acertava na branca e tinha que tirar uma das pequenas. Consegui, finalmente, meter todas as grandes e faltava-me a preta. Ficou encostada ao buraco, pelo que ele depois de enfiar a última pequena que tinha, enfia a minha preta. Well done. É hora de ir ter com as amigas e partir para a Trofa. Foi só beber e dançar, sozinha e acompanhada. Claro que não faltaram os rissóis e as tentativas de me arranjar um namorado para dois mil e dez. Adorei tudo. Tudo mesmo.
Na manhã seguinte (ou devo dizer, hora do jantar?) acordo em Braga ao lado da minha irmã. E logo no primeiro dia do ano, fui enganada por uma aranha que se fez passar por morta. Tenho de confiar menos.
Este ano começou ainda melhor que o ano passado. Será que tudo o resto vai ser melhor?

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

:D

Year of two thousand freaking ten ! WELCOME