sexta-feira, 14 de maio de 2010

11 Maio 2010
Parque Eduardo VII
Como as coisas mudam. É ridícula a rapidez com que as coisas de facto mudam. Há uns tempos atrás, andava eu desesperada, desorientada, destruída... Uma quantidade de "des-". Tinha mudanças de humor que era uma coisa doida e quando chegava a casa berrava para as paredes ou para a minha amiga, que me ouvia e nada dizia. Até me calar e me recompor. Há uns tempos eu era assim. Mas agora que penso nisso, parece-me tão distante... Parece-me irreal o que aconteceu. E às vezes tenho que pensar mesmo e perguntar "isto aconteceu?" "eu comportei-me daquela maneira?". Mas a verdade é que passou. Passou e já passou. Tento lembrar-me, tento fazer com que isso não volte a escorregar-me da memória mas a verdade é que não foi assim tão mau para ficar registado. A verdade é que eu já sofri bem pior e já chorei muito mais do que agora. E essas, sim, essas memórias não vão embora tão facilmente como ele foi. Não esqueço essas memórias de há anos atrás tão rápido como tu me esqueceste. É quando penso em tudo ao mesmo tempo e relaciono que me apercebo de que o que eu chorei este ano, foi por toda a tristeza acumulada dos anos anteriores, em que me proibí de deitar uma lágrima. Este ano chorei por todos os anos e todas as tristezas que aconteceram nesses anos. Porque agora nada de mais se passou. Ou, o que se passou foram coisas ordinárias... Coisas que acontecem todos os dias a toda a gente. Sim, mentiram-me uma e outra e outra e outra vez. Sim, magoaram-me. Sim, desiludiram-me. Sim. Mas isso acontece sempre. E este ano as minhas respostas foram exageradas... porque eu já estava magoada. Foi como uma última gota necessária para fazer deitar a água cá para fora, estás a ver? Porque se eu estivesse bem, não deitaria nenhuma lágrima. Eu estava partida. E agora ando a colar-me aos bocados. Mas não preciso de ajuda de ninguém, nem vou pedir. Eu sozinha sei que consigo. E eu vou conseguir, mais cedo ou mais tarde. E vou voltar a ser quem eu já fui. Aliás, isso parece-me impossível. Nunca na vida vou voltar a ser quem fui. Sei que a ingenuidade, essa já se foi. E também abri os olhos nos últimos meses. É incrível, estou a adorar. Portanto, secalhar não quero voltar a ser quem eu era. Quero ser melhor, mais com os pés na terra, sem nunca deixar de ter os meus sonhos. (lamechas)
" 'Cause all of the stars are fading away .. Just try not to worry "

domingo, 9 de maio de 2010

quero ser livre!

sábado, 8 de maio de 2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

epa

Sim, estou irritada. Ando irritada mas não o mostro a ninguém e tento com que ninguém se aperceba e me pergunte porquê. Fartei-me de queixar em voz alta de tudo o que me chateia, mas continua a minha voz irritante a dar-me cabo da cabeça. Quero que as coisas mudem. Quero muito que as coisas mudem. Mas eu sei que não é assim que as coisas funcionam. Queixar, querer e puf, toma lá. Eu sei. Tenho que me queixar menos, tenho que querer mais e tenho que me mexer ainda mais. Está tudo dependente de mim. Eu sou a única que pode mudar o que está mal e o que eu não gosto. E portanto, eu tenho que calar mais e deixar-andar menos. Vou mudar e quero lá saber que tu não gostes... Tu também mudas, constantemente, a todo o tempo e eu tento acompanhar a tua mudança. Umas vezes não gosto, outras até prefiro. Mas sei que se mudas, é porque sentes a necessidade de tal e, por isso, não critico nem desgosto. Tenho que gostar, não é? Afinal se eu gosto de ti, aceito-te como és. Portanto, eu espero o mesmo de ti. Mas se não conseguires acompanhar e sentires enjoada pelas mudanças de vento, aconselho-te a sair do barco. Mas se decidires ficar, acredita em mim quando te digo que vai ser one hell of a trip.

felicidade

Se sou feliz? Não sei. Será que alguém pode responder a essa pergunta? Há momentos que nos trazem felicidade e outros que nos tiram. Será alguém feliz durante um tempo? Será que chega a um dia inteiro essa felicidade? Eu sei que não sou feliz quando acordo e tenho sono. Mas depois de combater essa mini infelicidade de me ter que levantar da cama, depois de despertar para o mundo lá fora, sinto-me bem. Será felicidade? Felicidade é estar bem? Acho que uma pessoa não consegue dizer "sou feliz". "estou feliz" vá que não vá mas depois isso passa rapidamente... O que me chateia é a busca incansável da felicidade. Será assim tão importante sermos felizes? Não basta momentos de felicidade? acho que ser feliz está sobrevalorizada. Somos constantemente bombardeadas com imagens de felicidade estampada na cara das pessoas na publicidade aos carros, ao rímel, ao empréstimo do banco,... O rosto da felicidade está em todo o lado para onde olhamos e isso faz-nos inconscientemente (talvez) querer ser feliz. E se não somos felizes todos os dias ou pelo menos o dia inteiro, achamos que algo de mal se passa connosco... Mas porque que eu não me rio tanto como aquela ali, que passa o dia todo a mostrar os dentes e a furar-me os tímpanos? Serei eu depressiva demais? O que se passa comigo? Estas foram as primeiras perguntas que me passaram pela cabeça... Mas depois parei e pensei. Não é normal rir-se o dia todo, todos os dias. Só as pessoas estúpidas é que o fazem. Porque é essa a imagem que essa aí está a passar. E eu comecei a ver que não havia nada de errado comigo e que eu não preciso de mudar porque eu estou bem como estou. Não sou feliz mas tenho muitos momentos de felicidade. Um deles é conseguir apanhar o autocarro que me leva para a faculdade. Outro é comer pipocas, enterrada no sofá na companhia da minha irmã mais velha. São todos os pequenos momentos como esses que me fazem feliz momentaneamente.

sábado, 1 de maio de 2010

vida.

"O tempo passa mas eu espero por ti" que frase mais ridícula, agora que penso nela. Houve alturas em que eu acreditava nessa frase e eu própria já cheguei a dizê-la a alguém. Mas não acham um bocado falso? A vida faz-se todos os dias, a toda a hora, com as pessoas que nos rodeiam, quer seja daquelas que gostamos e das que não nos dizem nada. Mas são essas pessoas que nos rodeiam que fazem a nossa vida, que nos acompanham nos mais variados momentos, seja os bons como os terríveis. São essas pessoas que estão ao nosso lado, dia após dia, que nos mostram que podem contar connosco e que nos conhecem verdadeiramente porque vivem connosco constantemente e não de vez em quando ou ao telefone. Como é que eu vou esperar por alguém que não está ao meu lado nem sabe nada sobre mim? Vou andar a contar a minha vida pelo telefone e pelos encontros imediatos que ocorrem muito esporadicamente? Mas qual é a lógica? Eu conto com as pessoas que me rodeiam. Elas é que escrevem na minha vida mesmo sem eu querer. Mas a verdade é que eu quero que elas escrevam o que quiserem, mesmo sem eu pedir. Eu quero acordar todas as manhãs e saber que a minha vida está a ser escrita por mim e por vocês que estão ao meu lado e não do outro lado da linha.