domingo, 26 de outubro de 2008

um dia...

apanho o metro na estação ao lado de minha casa. lá dentro, a segurar a minha carteira e os meus livros, recupero o fôlego. na estação seguinte, eu saio. subo escadas e mais escadas até sentir o frio do vento na minha cara. recuso o jornal do metro e atravesso a rua. caminho mais uns passos até encontrar a minha estação de autocarro. nos próximos vinte minutos, olhava para o meu relógio, mandava uma e outra mensagem, passava o meu peso de um pé para o outro, olhava para o céu de tédio, entre outras coisas. passado algum tempo, sinto alguém a andar em minha direcção e a parar ao meu lado. olho para ele e ele olha-me de volta. rapidamente olho para o chão e rio-me. olhei mais uma vez para o relógio e logo de seguida para ele. ele, mais uma vez, olhou-me de volta. ficamos assim uns dois segundos, nem isso. voltamos a olhar para a frente. cinco minutos depois, dois autocarros chegaram. o meu era o que estava atrás. o dele era o da frente. ele passa pela minha frente e caminha até à entrada do autocarro. eu fiquei a olhar para ele, e ele para mim, até eu entrar no meu autocarro.
uma semana depois, ainda não o voltei a ver.

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