E ali estava ela. Tinha-se ido abaixo, literalmente. Estava sentada de joelhos no chão, encostada à parede do meu quarto de banho. Ela, a rapariga que eu admiro por ser capaz de estar sozinha, por não depender os rapazes como as suas amigas dependem e por se orgulhar de ser assim, está agora encostada à parede do meu quarto de banho. De rastos, com o coração completamente partido e toda a sua confiança perdida. Sem saber para onde se virar, eu digo-lhe para confiar em mim. Ela limpa as lágrimas e levanta-se, procurando ganhar forças. Já de pé, arranja a roupa e ajeita o cabelo. Olha-se ao espelho e no seu reflexo repete as minhas palavras «Confia em mim». Disse uma e outra vez, disse-o gritando até confiar. Disse-o sem tirar o olhar dos seus olhos.
Já mais confiante, sai do quarto de banho, fechando a porta e apagando a luz.
Sem comentários:
Enviar um comentário