- How is our baby, honey? – Pergunta Kevin.
- She’s great. Dr Madalena was saying that she can’t move so we are going to be parents today.
- Really? 24 February 2008, it’s a good day to be born. – Diz, sorrindo para Savannah.
Madalena sai da sala, sem dizer uma palavra. Kevin vai atrás dela.
- Madalena!
- I don’t want to talk to you, just leave me alone. – Pediu Madalena.
- Please, let me talk to you!
Entraram no escritório de Madalena.
- She’s eight months pregnant and you didn’t tell me… - Diz Madalena, começando a chorar.
- That’s why I didn’t tell you!
- You married her last year and she’s is now eight months pregnant?! You have no respect for me nor for what happened to us and you have no respect at all for your wife as you told me last week you still have feelings for me!
- I love Savannah. But I still love you.
Ele aproximou-se e abraçou-a com força, como costumava fazer. Madalena começa a chorar.
- Did you already forget what happened to us? How could you ignore and move on? How could you? – Pergunta Madalena.
- No! I’ll never forget it, Madalena. I’m so sorry… I should have been there for you and I just left. I couldn’t live with that. It was too hard and still is.
- Don’t you think it is hard for me too?
- I know it is!
- Losing… - Começa a chorar.
- Honey, we lost our child and that’s too painful. It was hard for both and every time I saw you, I remember our girl. I remember when she was born and how happy you were. That happiness faded away and I couldn’t stand that. I’m sorry!
- We could try again and instead you just left me alone. I will never forgive you, Kevin. I won’t.
Kevin abraça-a de novo. Madalena soltou-se e saiu do escritório. Caminhou de um lado para o outro, tentando controlar-se. Subiu as escadas e foi sentar-se numa mesa escondida da cafetaria. Madalena tira um ursinho cor-de-rosa do bolso da sua bata e aperta-o com toda a força, desatando a chorar.
**
- Kevin, Madalena. Wake up.
Os dois tinham-se deixado adormecer nas desconfortáveis cadeiras da sala de espera do Hospital onde ambos trabalhavam. Foram acordados pelo seu colega de trabalho, o Dr Nelson Lewis. Era o único especialista em pediatria no Hospital e confiaram-lhe a sua filha de cinco meses.
- I’m sorry. – continuou – We’ve done everything we could. I’m so sorry.
O Dr Lewis não era um homem de emoções, mas sendo uma filha dos seus amigos, baixou a sua guarda e mostrou-se abalado. Madalena levou as mãos à boca e começou a chorar, agarrando-se a Kevin, tentando não se ir abaixo.
- What happened? – perguntou Kevin, controlando-se.
- She was too sick and weak. We tried everything we could, Kevin. I’m sorry. I feel like I failed with you two…
- Nelson, don’t you feel that! We know… We know you’ve done the impossible. Thank you for that. Really.
- Can I see her? – perguntou Madalena.
O Dr Lewis levou-os a ver a filha deles. Madalena aproximou-se da maca, levando as mãos à boca mais uma vez. Não podia acreditar que a bebé que ali estava era a sua filha. Aproximou-se até puder observá-la. Parecia que estava a dormir, Madalena queria tanto acreditar nisso. Baixou a sua mão e passou-a pela pequena cara da filha. Kevin foi buscar a manta cor-de-rosa ao saco e pegou nela, embrulhando-a na manta, apertando-a bem. Deu-lhe um beijo na bochecha e entregou-a à mãe. Madalena pegou nela e sentou-se na cadeira. Abraçou com imensa força ao pensar que nunca mais a ia ver. Estiveram mais de duas horas lá até terem ganho a coragem de ir para casa sem ela. Quando chegaram a casa, deitaram-se os dois na cama, abraçados, apertando um contra o outro, tentando, de alguma forma, ganhar força e coragem para o que estava para vir.
Dois dias depois, amigos e familiares juntaram-se todos em nome da filha. Madalena e Kevin, antes de se despedirem dela para sempre, leram-lhe um poema do escritor preferido de ambos:
- «What though the radiance which was once so bright
Be now for ever taken from my sight,
Though nothing can bring back the hour
Of splendour in the grass, of glory in the flower;
We will grieve not, rather find
Strength in what remains behind;
In the primal sympathy
Which having been must ever be;
In the soothing thoughts that spring
Out of human suffering;
In the faith that looks through death,
In years that bring the philosophic mind.»
- Kevin, Madalena. Wake up.
Os dois tinham-se deixado adormecer nas desconfortáveis cadeiras da sala de espera do Hospital onde ambos trabalhavam. Foram acordados pelo seu colega de trabalho, o Dr Nelson Lewis. Era o único especialista em pediatria no Hospital e confiaram-lhe a sua filha de cinco meses.
- I’m sorry. – continuou – We’ve done everything we could. I’m so sorry.
O Dr Lewis não era um homem de emoções, mas sendo uma filha dos seus amigos, baixou a sua guarda e mostrou-se abalado. Madalena levou as mãos à boca e começou a chorar, agarrando-se a Kevin, tentando não se ir abaixo.
- What happened? – perguntou Kevin, controlando-se.
- She was too sick and weak. We tried everything we could, Kevin. I’m sorry. I feel like I failed with you two…
- Nelson, don’t you feel that! We know… We know you’ve done the impossible. Thank you for that. Really.
- Can I see her? – perguntou Madalena.
O Dr Lewis levou-os a ver a filha deles. Madalena aproximou-se da maca, levando as mãos à boca mais uma vez. Não podia acreditar que a bebé que ali estava era a sua filha. Aproximou-se até puder observá-la. Parecia que estava a dormir, Madalena queria tanto acreditar nisso. Baixou a sua mão e passou-a pela pequena cara da filha. Kevin foi buscar a manta cor-de-rosa ao saco e pegou nela, embrulhando-a na manta, apertando-a bem. Deu-lhe um beijo na bochecha e entregou-a à mãe. Madalena pegou nela e sentou-se na cadeira. Abraçou com imensa força ao pensar que nunca mais a ia ver. Estiveram mais de duas horas lá até terem ganho a coragem de ir para casa sem ela. Quando chegaram a casa, deitaram-se os dois na cama, abraçados, apertando um contra o outro, tentando, de alguma forma, ganhar força e coragem para o que estava para vir.
Dois dias depois, amigos e familiares juntaram-se todos em nome da filha. Madalena e Kevin, antes de se despedirem dela para sempre, leram-lhe um poema do escritor preferido de ambos:
- «What though the radiance which was once so bright
Be now for ever taken from my sight,
Though nothing can bring back the hour
Of splendour in the grass, of glory in the flower;
We will grieve not, rather find
Strength in what remains behind;
In the primal sympathy
Which having been must ever be;
In the soothing thoughts that spring
Out of human suffering;
In the faith that looks through death,
In years that bring the philosophic mind.»
**
James entrou na cafetaria para tomar o seu café da manhã.
- I think you should talk to Dr. Madeleine. She’s crying over there. – Diz o empregado, apontando.
James dirige-se à mesa e vê Madalena com as mãos a tapar a cara. Senta-se na cadeira da frente e pergunta: - Madalena, what’s wrong? What happened?
Madalena tira as mãos e olha James nos olhos. Estende as mãos na mesa, agarrando o urso de peluche. Madalena baixa os olhos. – I miss her so much! Oh, my god, I miss her a lot! – Começa a chorar.
- Who is she? – Pergunta James, confuso.
- She is… - Diz, soluçando. – She was my child, my baby girl. I miss her. James, why this happened to me?
- What happened?! Madalena, please, stop crying. Please.
- Kevin and I had a child. Her name was Leigh Tyler, she was born on April 26 of 2006. Early that day, Kevin proposed me and when I said yes my waters broke. She died. She was five months old. She had pneumonia. I lost her! It’s so hard to live without her and she was just a baby. I’m a doctor, Kevin is a doctor too and neither of us could save her!
- Madalena… Madalena, it is not your fault, neither is Kevin fault. Don’t be too harsh on yourself. I never knew Kevin had a child, he never told me.
- I can’t stop thinking about Leigh. She was so perfect. I was so happy. Finally I had a happy family and a nice job. It was my dream. Now, Kevin is going to be a father.
James sentou-se na cadeira ao lado dela. Olhou-a nos olhos.
- I’m sure Leigh was perfect. You are a perfect woman, Madalena.
Abraçaram-se com força.
- Thanks, James. You have been such a good friend to me.
- De nada, Madalena. – Diz James, fazendo um pequeno sorriso. – What do you say about having dinner in my place?
- Ooh, I don’t want to, James, I’m sorry. I just want this day to be over.
- Come on, I’ll make our dinner, I promise.
- And do you know how to cook? – Pergunta Madalena, com um pequeno sorriso.
- Of course! I love cooking and everyone loves my meals! You won’t regret.
- Okay. What time?
- Be there at 7 p.m so you can learn how to make such a good meal. Deal?
- Deal, James. – Madalena olha para o pager. – I need to go downstairs, duty calls me.
- I’ll go with you.
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