Recordei hoje com as minhas amigas o filme Orar, Comer e Amar. E estávamos a falar da palavra preferida da protagonista. E fiquei a pensar. Qual será a minha? Pensei e pensei e não sei. Depois passei para "E frases?". Também não cheguei a conclusão nenhuma. E depois veio-me à cabeça "E frases que odeies?". Neste momento? Odeio que me telefonem e a primeira coisa que me perguntem é "Sofia, é verdade que disseste isto ao não-sei-quantos? é que a não-sei-que-mais disse que o não-sei-quantos disse que tu tinhas dito". É uma longa frase que envolve a quebra de confiança no não-sei-quantos, cusquice da não-sei-que-mais e incompreensão de quem telefona e desilusão minha. Senti-me completamente nua e enganada. Tal como ontem na minha primeira aula do novo curso, a mensagem que a professora dizia a uma aluna por gestos, não chegava à outra aluna que estava de costas. Na transferência de informação, há sempre algo que se perde e muitas vezes é o sentido/contexto do que foi dito. E com isso, geram-se mais conflitos e mais desconfianças.
Ao contrário do que alguém uma vez disse "bem ou mal, falem é de mim", não o façam. E não digas ao B que eu que te disse que o céu estava azul.
Sem comentários:
Enviar um comentário