quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Alive
"And there's no turning back this time
Gotta stay alive
Where do I go when I'm so alive
Where do I tear, when we were so close
We try not to crash, but we still collide
Tears I've cried
I'll survive
I'm alive
I'm gonna get there someway
Throughout the tears and the rain
And any road I can take
Just to give me some pace
Where all the stars on my heart
And all that lies in the dark
Dissapearing
into the lights
So bright
Tonight"
sábado, 20 de fevereiro de 2010
pesadelo
Acordei de repente e não conseguia respirar. Estava a tremer e não podia ser do frio porque estávamos em pleno Verão. Podia não ter a certeza de muita coisa, mas disso tinha. Sabia que tinha feito anos ontem. Mas que pesadelo... Tentei respirar mais devagar e já me foi possível sair da cama. Ao acender a luz do meu quarto de banho, tive um flash do meu pesadelo. E fiquei estática. Tentava sair de casa mas todas as portas e janelas tinham sido trancadas. Não estava sozinha, estava com a namorada do meu melhor amigo. Estávamos as duas aterrorizadas e sem saber o que fazer. Chamamos por ele mas não o encontrávamos em lado nenhum. Já começávamos a sentir o fumo a entrar nos nossos pulmões. A sala da televisão estava a arder e nós não conseguíamos sair de casa. Eu não quero morrer... Eu não quero morrer! Quando finalmente os meus olhos viam o presente, respirei fundo e tentei acalmar-me outra vez. Depois de vestida, entrei no quarto do meu melhor amigo e acordei-o.
- Parabéns, Sofia! Dá cá um abraço ao rapaz da tua vida. - disse-me com um sorriso na boca e os olhos ainda meio fechados.
Eu levantei a sobrancelha. - Pedro, Pedro... Ontem à noite foram copitos a mais, não? - e abri a persiana. Espreito pela persiana e vejo a namorada dele a vir em direcção à nossa casa, ao mesmo tempo que o ouço dizer "Não, Sofia. Ontem à noite estivemos a estudar até tarde, não te lembras? Hoje são os teus anos." e tenho um flash.
- A tua namorada está a vir para cá... - digo-lhe ainda virada para a janela. - É a segunda manhã que ela vem para cá.
Ouço um riso distorcido. - Estás a brincar? Ela chegou ontem de Paris. E eu disse-lhe para vir hoje de manhã para te cantarmos os parabéns. - hesita. - Tu não me pareces bem... - agarra na minha mão e pergunta-me: - Estás bem?
Eu fico a olhar-lhe e finalmente lhe digo, ao mesmo tempo que o abraço. - Eu não quero morrer.
Ele ri-se. - Sofia, só ficaste um ano mais velha, tu não vais morrer.
A campainha toca e nós os dois descemos.
O Pedro abre a porta à Carolina e os dois começam a cantar os parabéns, tal e qual como no flash que ainda à pouco tive. Fomos para a cozinha e a determinada altura, eu digo, virada de costas para eles, "o copo vai cair". E dois segundos depois, ouço o estilhaçar do vidro.
Eles os dois ficam sem reacção e eu viro-me para eles e a minha cara espelha o medo que eu nunca tinha sentido.
E acrescento. - O João vem aí. Vai tocar à campainha agora e traz com ele dois embrulhos. Um para mim e outro para ti, Carolina.
A campainha toca. O Pedro arrasta-se para junto do intercomunicador e pergunta quem é. Do outro lado ouve-se "Sou eu, amigo, o John.". Eles os dois olham para mim como se eu fosse uma estranha. E eu não sei que lhes dizer.
O João entra em casa e vai até à cozinha ter connosco. Quando ele entra, para além de ver que ele traz dois embrulhos na mão, tenho outro flash do meu pesadelo.
- Parabéns, Sofia. Este aqui é para ti e este é para a Carolina.
- Presente para mim, porquê? - pergunta a Carolina, contente e desconfiada ao mesmo tempo.
- Oh, porque acho que vais gostar. Não há assim razão especial.
Nós abrimos os presentes. Ele deu-me um lenço turquesa, a minha cor favorita. Passado algum tempo, ficamos apenas eu e o João na cozinha. Perguntei-lhe se queria umas torradas e ele disse-me que sim. Enquanto eu fazia as torradas e punha a mesa para nós os dois, ele contava-me como ia a vida dele." - Sabes, tive a pensar desde aquela nossa conversa no outro dia. E tu tens razão... Eu gosto da Carolina. E magoa-me vê-la com ele. Eu já pensei em lhe dizer o quanto gosto dela e de lhe pedir em namoro." Eu olho para ele e relembro-lhe que ela já tem um namorado. Ele continua a conversa e tudo o que diz é que o Pedro não serve para ela e que ela mereceria alguém melhor. Eu cheia de ouvir aqueles disparates todos acerca do meu melhor amigo, apenas lhe digo "A conversa acaba aqui porque eu não quero continuar a ouvir-te insultar o Pedro na nossa casa. A Carolina está com ele e está feliz. E tu tens de respeitar isso e tentar seguir em frente, se queres ser feliz. Mas não estragues a felicidade dos outros." Antes de me virar costas e sair amuado da cozinha sem tomar o pequeno-almoço, tudo o que me diz é "Se eu não posso ficar com ela, ninguém pode".
De volta ao presente, eu aceito a prenda que ele me deu. Agito o embrulho e digo-lhe. "Bem, eu hoje já advinhei muita coisa. Posso tentar advinhar esta?"
- Claro que sim.
- Um lenço turquesa. - e abro-o ao mesmo tempo, tendo a minha confirmação.
- Uau, incrível.
- É, não é?
Mas eu não acho incrível.
- Carolina, posso falar contigo? - pergunto-lhe.
Depois de nos afastarmos deles, eu conto-lhe o meu sonho de ontem e o que se está a passar hoje. Conto-lhe que a casa vai começar a arder e nós as duas vamos ficar trancadas aqui dentro. Ela não acredita em mim, como seria de esperar. Será que estou a enlouquecer? Ela sai de ao pé de mim e vai ter com o Pedro e o João chama-me até à cozinha e diz que precisa de falar comigo. Eu já sabia qual seria a conversa. Ele acaba com o "Se eu não posso ficar com ela, ninguém pode" e sai da cozinha. No meu sonho, eu fui para o quarto arranjar-me. Mas agora, segui-o silenciosamente para ver o que ele fazia. E vi. Vi-o a fechar as janelas à chave e a guardar a chave noutro local. Quando ele ia para outra janela, eu ia abrir as que ele tinha acabado de fechar. Fiz isso com as portas também.
Alguém agarra-me por trás e pergunta-me "o quê que pensas que estás a fazer?". A voz do João estava carregada de ódio, como eu nunca tinha ouvido. "Eu sei o que queres fazer... Mas eu não vou deixar que tu faças isso". Não sei como, já dou por mim a correr como se fosse para ganhar alguma medalha na rua de minha casa. Passo o banco, o café, a alameda, e corro corro corro em direcção à avenida. Hoje parece-me tão longe. Queria correr mais e chegar depressa ao posto da polícia mas as minhas pernas tramam-me, como sempre. Sinto que ele está quase a alcançar-me e então, sei pensar, eu começo a subir a uma árvore, que lá está. Subo e subo e agarro-me bem aos ramos. Ele tenta subir mas eu sei que não consegue. Nunca conseguiu. Um carro pára ao lado da árvore e eu grito com todo o ar que tenho dentro dos meus pulmões para chamarem a polícia. Eu grito e volto a gritar. Eu peço e volto a pedir. Eu suplico de lágrimas nos olhos, por favor, chamem a polícia. Eles não me ligam e engatam a primeira. Eu agora não sei o que fazer. Limpo as lágrimas e vejo uma camioneta a vir em nossa direcção, cheia de cabeças a espreitar nas janelas. Eu respiro e volto a gritar para chamarem a polícia. Vejo uma senhora toda preocupada que puxa do seu telemóvel e chama a polícia. Quando vejo as fardas, o meu coração reconhece e sente-se seguro. As minhas lágrimas secaram instantaneamente e a minha respiração já me obedece outra vez. Ouço alguém lá em baixo, a esticar-me os braços e dizer "já podes descer".
Eu desço devagar e quando os meus pés tocam no chão, o meu corpo lança-se no corpo dele e digo "Não fazes ideia do quanto eu estou contente por teres vindo. Eu estava a correr para ir ter ao teu posto mas não consegui." Aperto-o mais contra mim. "Obrigada, obrigada, obrigada" E ele envolve-me nos seus grandes braços e diz "Já estou aqui, Sofia. Podes acalmar" e beija-me os lábios.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
medo, qual medo ?
Eu já não tenho medo, disse ela. Eu já não tenho medo de corar quando tu me sorris, de trincar o lábio quando tu me olhas, de respirar tão profunda e rapidamente quando tu estás perto de mim, de fechar os olhos quando sinto o teu cheiro, de sorrir quando me dás um beijo. Eu não tenho medo de deixar a minha mão por debaixo da tua, de entrelaçar os dedos com os teus, abraçar-me ao teu braço e resto do corpo. Não tenho medo de me deixar abraçada a ti, de olhos e boca fechada. Sem movimento algum. Quieta como eu nunca consigo, excepto quando sinto o bater do teu coração no meu. Não tenho medo de escrever estas palavras e de mostrar o quanto eu estou apaixonada. Não tenho medo de me ter apaixonado por ti em tão pouco tempo. Não tenho medo de não te conhecer porque conheço os meus sentimentos por ti e os teus por mim. Não tenho medo do que os outros possam pensar ou dizer. Eu não quero saber deles para nada.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
:)
"As mulheres sorriem quando querem gritar. Cantam quando querem chorar. Choram quando estão felizes. Riem quando estão nervosas."
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
tik tok
"Grab my glasses , I'm out the door
I'm gonna hit the city
Before I leave
Brush my teeth with a
Bottle of Jack
Cause when I leave for
The night I aint coming back."
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