After midnight, in 2009.
(Knock knock!)
- Liv? Are you there? (She hears voices) I am hearing you...
- Oh! I will be right out, just a second.
- Why the hell are you locked in there? Is everything alright?
(Silence)
- Liv, have you seen Ian? I can't find him. Have you seen him?
- Nooo. One second, Beth, one second.
- It's just that he promised me a midnight kiss but I haven't seen him in the last ten minutes... We were supposed to be together in the last seconds of 2008, you know, like couples do.
20 minutes before midnight.
- Liv, someone gave me this piece of paper and ask me to give it to you.
- Who gave you this?
- I don't know, I'm sorry.
- Ok, thanks Camille.
(She opens the letter and after reading, she smiles)
- Ohh! and Liv, Beth was looking for you.
- Could you please tell her to stop looking for me? And say that I am going to meet her in just a second.
- Ok, sure, no problem.
- Thanks again.
10 minutes before midnight.
- So tell me deeeear, why do you have to communicate to me through pieces of paper? (She kisses him on the neck)
- Easy easy, Liv, someone can see us here. Hmmm, let's go over there, it's safer. (He pushes her to the room by the hand and lock the door) Now, (he kisses her) we are free to do everything we want. SO, what do you want?
- Everything, Ian. In five minutes we will see the firework together in this room, just like all the others new years eve.
- How many had it been?
- This is going to be the seventh.
- That many, huh?
After midnight, in 2009.
(Knock knock!)
- "Liv? Are you there?"
- Shhh, it is Beth.
- "I am hearing you..."
- Oh! I will be right out, just a second.
- "Why the hell are you locked in there? Is everything alright?"
- Go to the closet, Ian. (she says on his ear) But before, give me our first 2009 kiss. (They kiss)
- <3 U. (He says with his hands before hiding)
- "Liv, have you seen Ian? I can't find him. Have you seen him?"
- Nooo. One second, Beth, one second.
- "It's just that he promised me a midnight kiss but I haven't seen him in the last ten minutes... We were supposed to be together in the last seconds of 2008, you know, like couples do."
domingo, 30 de março de 2008
quinta-feira, 20 de março de 2008
ao contrário.
Dou valor a quem não me dá. Não o dou a quem constantemente me dá. A primeira pessoa de quem me lembro é a última a pensar em mim e raramente penso na pessoa que pensa em mim primeiro. A partir de agora isso mudou. Dou o que me dão. Dou valor a quem me dá. Estimo quem me estima. Penso em quem pensa em mim. Sou amiga de quem me é.
quarta-feira, 19 de março de 2008
segunda-feira, 17 de março de 2008
Novidade
- Sara, depois conta-lhe as novidades, sim? - ele pediu.
- Eu acho que ela preferia ouvir por ti. Vá, eu deixo-vos sozinhos.
Ela sai da sala e fecha a porta. Eu estranho todo este mistério que se criou.
- O que se passa? - pergunto eu.
Ele pega na minha mão e diz-me, sorrindo:
- Acho que estou mesmo apaixonado, Sofia.
O meu coração aperta. Recupero e puxo-o para mim e abraço-o, deitando uma lágrima.
- Já temos casamento marcado. - diz ele, radiando felicidade.
- Já? Para quando é?
- Daqui a duas semanas...
- Meu deus, tão cedo?
- Sim...
- Já provaste o fato? E ela, já provou o vestido de noiva?
- Sim! Ela fica linda naquele vestido. Meu deus, foi como se tivesse ficado apaixonado por ela outra vez.
Eu lanço-lhe um sorriso que ambos sabemos que foi forçado. Eu abraço-o novamente, sem saber o que lhe dizer. Mas quando me afasto, pergunto-lhe:
- Mas vocês vão morar juntos depois do casamento?
- Sim, naquele apartamento que eu tenho, aquele...
- Sim, sei qual é.
Eu dou-lhe a mão e pergunto «És feliz?» e quase que choro a ouvir o «sim!».
- Eu acho que ela preferia ouvir por ti. Vá, eu deixo-vos sozinhos.
Ela sai da sala e fecha a porta. Eu estranho todo este mistério que se criou.
- O que se passa? - pergunto eu.
Ele pega na minha mão e diz-me, sorrindo:
- Acho que estou mesmo apaixonado, Sofia.
O meu coração aperta. Recupero e puxo-o para mim e abraço-o, deitando uma lágrima.
- Já temos casamento marcado. - diz ele, radiando felicidade.
- Já? Para quando é?
- Daqui a duas semanas...
- Meu deus, tão cedo?
- Sim...
- Já provaste o fato? E ela, já provou o vestido de noiva?
- Sim! Ela fica linda naquele vestido. Meu deus, foi como se tivesse ficado apaixonado por ela outra vez.
Eu lanço-lhe um sorriso que ambos sabemos que foi forçado. Eu abraço-o novamente, sem saber o que lhe dizer. Mas quando me afasto, pergunto-lhe:
- Mas vocês vão morar juntos depois do casamento?
- Sim, naquele apartamento que eu tenho, aquele...
- Sim, sei qual é.
Eu dou-lhe a mão e pergunto «És feliz?» e quase que choro a ouvir o «sim!».
domingo, 9 de março de 2008
valer a pena
Será que vale a pena lutar para termos aquilo que uma vez tivémos? Vale a pena lutar por uma pessoa que não luta por nós? Por uma relação que já passou? Vale a pena fazer pazes para voltar ao que era? Será que vale a pena? Ou somos nós que queremos o que nos é conhecido, familiar, em vez do estranho, do desconhecido? O que aconteceu ao deixar o passado para trás? Não será melhor assim? Afinal de contas já experimentámos tudo o que já passou. Vale a pena querer isso tudo outra vez? E se o que tiver para vir for melhor? E se é no desconhecido que eu vou encontrar a felicidade? E se não for?
Phone Call.
- Why are you calling me, Thomas?
- It still kills me when you call me Thomas...
- Thomas... Tom... What do you want this time?
- You know what I want. I need you.
- Thomas... I have already told you I think it is too late. We had our chance... our opportunity... And we both lost it. Thomas, really...
- Listen to me and listen to me good.
- I am listening...
- It is never too late to realise what is important in life and fight for it and I will fight for you.
- Do you promise?
- I promise. Do you trust me?
- I do.
- It still kills me when you call me Thomas...
- Thomas... Tom... What do you want this time?
- You know what I want. I need you.
- Thomas... I have already told you I think it is too late. We had our chance... our opportunity... And we both lost it. Thomas, really...
- Listen to me and listen to me good.
- I am listening...
- It is never too late to realise what is important in life and fight for it and I will fight for you.
- Do you promise?
- I promise. Do you trust me?
- I do.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
A verdade
Deitada no grande sofá vermelho, ela admira o tecto pintado à mão da sala onde se encontra. Ao lado, está uma secretária de madeira antiga, onde por detrás desta, está uma senhora sentada, concentrada e constantemente a escrever num ficheiro. De vez em quando tira os óculos de estilo anos 50 dos olhos e olha-a com o máximo de atenção, reparando nas expressões que lhe devolve.
Nesta sala só se ouve o tiquetaque do ponteiro do relógio, que marca pesadamente os segundos, e a voz dela, que lhe parece um pouco mais indecisa hoje que das outras vezes que ali se deitou.
O tema é sempre o mesmo. Em todas as sessões que tem. Relações pessoais e sociais.
Muitas das relações que teve, acabaram de igual forma. De repente e sem qualquer explicação por parte da outra pessoa. Ela estava notavelmente abalada com a recente ruptura e tinha-se deixado ir abaixo. Estava deitada naquela sala exactamente para não se perder na sua tristeza.
O relógio marcavam as dessazeis horas e os vinte e cinco minutos. Os cinco minutos finais eram usualmente utilizados pela psicóloga. Nesses cinco minutos, ela ouve a grande verdade, ainda deitada sobre o sofá vermelho a olhar o tecto:
«Nenhuma relação funciona quando existe sempre uma pessoa a lutar e outra a desistir.»
Nesta sala só se ouve o tiquetaque do ponteiro do relógio, que marca pesadamente os segundos, e a voz dela, que lhe parece um pouco mais indecisa hoje que das outras vezes que ali se deitou.
O tema é sempre o mesmo. Em todas as sessões que tem. Relações pessoais e sociais.
Muitas das relações que teve, acabaram de igual forma. De repente e sem qualquer explicação por parte da outra pessoa. Ela estava notavelmente abalada com a recente ruptura e tinha-se deixado ir abaixo. Estava deitada naquela sala exactamente para não se perder na sua tristeza.
O relógio marcavam as dessazeis horas e os vinte e cinco minutos. Os cinco minutos finais eram usualmente utilizados pela psicóloga. Nesses cinco minutos, ela ouve a grande verdade, ainda deitada sobre o sofá vermelho a olhar o tecto:
«Nenhuma relação funciona quando existe sempre uma pessoa a lutar e outra a desistir.»
LIFE
She never thought one year and few months later she would be standing exactly where she is. She had achieved a beautiful peace of mind. All the anger inside of her had disapeared. For ever, she hopes. Now she sees everything cristal clear. A year and few months ago, someone broke her world. She thought her life was ended in that moment. She cried her eyes out every single night, wishing it was a nightmare. But it was not. It was the cruel truth and she had to deal with it. However, she was literally broke inside that she didn't have the strength to pick herself up from the floor. She was too fragile. For one year and few months she was too fragile.
Right now, she sees the whole experience as a lesson. She learned - in the bad way, for sure - how to deal with these situations from now on.
Now she's strong and it is with her strength she tells us:
«When you believe the world is over, stop! Just stop, don't even think about it. When you hit the ground for crying too much, get up. Pick all your pieces. Life is always turning round. And someday, life will smile to you again.»
Right now, life is smiling to her and she smiles back.
Right now, she sees the whole experience as a lesson. She learned - in the bad way, for sure - how to deal with these situations from now on.
Now she's strong and it is with her strength she tells us:
«When you believe the world is over, stop! Just stop, don't even think about it. When you hit the ground for crying too much, get up. Pick all your pieces. Life is always turning round. And someday, life will smile to you again.»
Right now, life is smiling to her and she smiles back.
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