como o tempo passa e parece que não passa. os dias passam, os anos correm mas parece-me tudo igual. basta eu fechar os olhos e parece que não se passou nada nos entretantos. ainda te vejo a chegar atrasado todos os dias com o mesmo sorriso na cara. ainda te sinto a chegares perto de mim e a me cumprimentares com um olá meu amor. recordo todas as conversas, tudo o que trocamos um com o outro, em todos os dias que estivemos juntos. abro os olhos e sou capaz de esperar por miléssimos de segundos que me apareças esta manhã e me digas olá meu amor. mas depois passa-me. porque eu sei que já passou. mas é incrível como o tempo passa e o que eu sinto não. eu sinto o teu cheiro quando caminho na rua, eu ouço a tua voz a sair da boca das outras pessoas, eu vejo o teu sorriso mesmo de olhos abertos, eu sinto o sabor do nosso último beijo. eu sinto. e isso não passa. mas o tempo passa, parecendo que não.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
fly away from here.
"Gotta find a way
Yeah, I can't wait another day
And nothin' gonna change
If we stay around here
Gotta do what it takes
Cause all in our hands,
We all make mistakes, yeah
But it's never too late to start again
Take another breath
And say another prayer
If this life
Gets any harder now
It ain't no nevermind
You got me by your side
And anytime you want
Yeah, we can catch a train and find a better place
Yeah, cause we won't let nothin' or no one keep gettin' us down
Maybe you and I
Could pack our bags and hit the sky"
sexta-feira, 9 de julho de 2010
felicidade, outra vez.
Na quarta-feira, na estação de comboios comprei uma revista para me entreter na viagem de regresso ao meu Porto (de abrigo). Comprei a mesma de sempre. Folheei uma e outra e vez e calhei num artigo sobre como ser feliz. Mesmo o que eu preciso, pensei. E pus-me a ler. Disse muita das coisas que eu já tinha ouvido ou visto num outro sítio - afinal, não se pode inventar muito, não é verdade? - mas disse algo que ainda não me tinha apercebido. O que eu já sabia é que as pessoas sobrevalorizam o sentimento de felicidade e que pensam que as pessoas são felizes todos os dias, o que não é verdade. Disse que as pessoas também passam por outras experiências igualmente humanas como a tristeza, solidão e desespero. Novidade? Não. O que nos diz é para não pensarmos que há algo de errado connosco que estivermos tristes, se nos sentirmos sozinhos mesmo estando acompanhados e que é normal uma pessoa desesperar. Tudo isto é normal. Somos pessoas e temos mais do que o sentimento de felicidade. Há quem não tenha essa felicidade mas que isso também é normal. A felicidade é uma coisa que se atinge aos poucos e nós podemos chegar lá. Mas primeiro - e isso é que me fez pensar - temos que aceitar a tristeza como parte de nós. Afinal, não faz mal e não há nada de errado comigo se eu me sentir triste. Posso ter razões ou nem as ter sequer, é normal. E aquela rapariga que sorri todos os dias na minha cara e que me fura os tímpanos, lembram-se (?), isso sim, não é muito normal. Uma pessoa que queira tanto mostrar que é feliz, será mesmo?
breathe
"2 AM and I'm still awake, writing a song
If I get it all down on paper, it's no longer inside of me,
Threatening the life it belongs to
And I feel like I'm naked in front of the crowd
Cause these words are my diary, screaming out loud
And I know that you'll use them"
terça-feira, 22 de junho de 2010
voilá
À mesa, seja ao almoço e ao jantar, seja a ouvir as notícias ou nós a contarmos algo que nos tenham dito, a sua frase é sempre a mesma. E no início, custou-me acreditar. No início achava um exagero do meu pai mas a verdade é que os seus 49 anos lhe dão direito a proferí-la.
"Não acredites em nada do que te dizem"
quinta-feira, 3 de junho de 2010
falling
"I'll dance myself up
Drunk myself down
Find people to love
Love people too drunk
I'm not scared to jump
I'm not scared to fall
If there was nowhere to land
I woudn't be scared at all"
sexta-feira, 14 de maio de 2010
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