quarta-feira, 16 de setembro de 2009

chasing cars

«Forget what we're told
Before we get too old
Show me a garden
That's bursting into life.
All that I am
All that I ever was
Is here in your perfect eyes
They're all I can see.»
Snow Patrol.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Comboio de ida

“Um bilhete de ida para o Porto, se faz favor.” Eu peço à senhora por detrás do balcão da estação de comboios de Coimbra. “Sim senhora, aqui o tem. Faça uma boa viagem.” Retribuiu-me. “Obrigada.” Viro-me para trás e observo as minhas amigas. “Estou pronta para ir, meninas. Vocês também deveriam ir já embora, para não perderem a camioneta.” Pausa. “Gostei muito destas duas semanas aqui.” E elas sorriem-me. “Também gostei imenso e obrigada às duas por terem vindo. Vemo-nos só em Lisboa, agora, não é?” Perguntou, sabendo já à partida qual seria a resposta.
Despedi-me das duas com um abraço colectivo e peguei na minha mala azul. Já fora da estação, olho através do vidro e aceno-lhes, enquanto me viro e continuo o meu caminho até encontrar a linha número quatro. Pouso a mala do chão e espero pelo comboio que ainda não chegou. A minha carteira começa a tremer e eu imediatamente procuro o telemóvel dentro dela. Deve ser ele, só pode. Ele sabe que hoje me vou embora daqui, deve quer despedir-se, já que não me disse nada desde a última vez que estivemos juntos. Olho para o ecrã e não é ele. Seca. Não me apetece atender o telemóvel à minha melhor amiga. Quando chegar lá, falo com ela. Depois de ela ter desistido de tentar falar comigo, eu vou até à caixa de entrada das mensagens procurar a última mensagem que ele me mandou. Foi há cinco dias atrás e dizia que já me telefonava. Mas não chegou a fazê-lo. Eu ainda cheguei a telefonar, mas como seria de esperar, ninguém atendeu do outro lado.

Dou por mim a voltar à realidade com o ruído do comboio a travar à minha frente. Abro a porta automática, carregando no botão, e sento-me na primeira cadeira livre que encontro. Coloco os dois fones nos meus ouvidos e ponho a música no nível máximo. Encosto a cabeça à janela e fico a olhar lá para fora, absorvida nos meus próprios pensamentos, que já nem escuto a música. Vejo as pessoas a entrar e a sair do comboio e da estação, pessoas a andar de um lado para o outro, com malas ou sem malas, todas elas cheias de pressa, como se a vida delas acabasse se não apanhassem o comboio a horas. Fico a pensar se a vida delas seria sempre assim, todos os dias atrás das coisas que tendem a fugir. Até dentro das carruagens existe uma atmosfera de velocidade, pessoas a passar de um lado para o outro, a baterem com as malas em tudo que é superfície, com falta de tolerância para as pessoas que se encontram atravessadas no seu caminho. Parece-me a mim que eu e o comboio somos os únicos parados, tudo o resto está em movimento, até o relógio que não pára nem um segundo.
Chegada à hora, começo a sentir a vibração do comboio, ansioso por partir. Sento-me mais confortavelmente na cadeira, sem nunca deixar de olhar para o lado de fora. Quando vejo o relógio a marcar a hora exacta, todos os passageiros estão sentados e surpreendentemente sem movimento. Lá fora, aconteceu o mesmo. As pessoas estão de pés juntos, com as suas malas ao seu lado. Estão à espera de outro comboio já que neste não conseguem entrar. Neste preciso momento, não detecto movimento em lado nenhum. Quase nem sinto a minha respiração, de tão calma que está. O comboio não se apressa para começar a viagem, pelo que eu olho novamente para o relógio da estação e vejo que apenas se passou um minuto. Em seguida, os meus olhos são desviados rapidamente para o movimento rápido que captaram por debaixo do relógio.
É uma pessoa a correr. Não. É ele a correr. Os seus pés não param no mesmo sítio e os seus olhos movimentam de uma maneira louca para dentro das carruagens, enquanto as suas mãos o impedem de embater nas outras pessoas ou de se desequilibrar com as malas deixadas ao acaso no chão. O meu coração apanha o ritmo dos seus olhos, sinto a adrenalina a correr pelas minhas veias, provocando a contracção do meu estômago e a aceleração da minha respiração. Rapidamente salto do meu lugar e com as minhas mãos, puxo-me para a frente como no mar, para tentar vencer a força da maré. Ele vê-me e corre na minha direcção e eu, dentro do comboio, corro também na direcção dele. Só que nenhum de nós pode entrar ou sair porque as portas estão trancadas. Neste momento, a única acção, o único movimento, a única velocidade é a dele e a minha, fora e dentro. Tudo o resto está parado. Paramos ao mesmo tempo numa das portas de vidro e ele colocou a mão dele, com a palma virada para mim. E eu imito-lhe o gesto, colocando-a também virada para ele.
O relógio continua a percorrer os segundos e, agora sim, o comboio começa a percorrer o caminho. Eu e ele sorrimos, enquanto nos vemos a afastar um do outro.

sábado, 5 de setembro de 2009

Cry

«I have seen peace. I have seen pain,
Resting on the shoulders of you name.
Do you see the truth through all their lies?
Do you see the world through troubled eyes?
And if you want to talk about it anymore,
Lie here on the floor and cry on my shoulder,
I'm a friend.

I have seen birth. I have seen death.
Lived to see a lover's final breath.
Do you see my guilt? Should I feel a fright?
Is the fire of hesitation burning bright?
And if you want to talk about it once again
On you I depend. I'll cry on your shoulder,
You're a friend.»

James Blunt

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

estou a esquecer e a perdoar.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

lições.

Na vida, vais sempre encontrar pessoas sem carácter, que vivem os seus dias a tentar entrar nos teus sapatos, pessoas que mentem sobre ti e espalhem por outras pessoas que ainda não te conhecem bem o suficiente para gritarem "não acredito!", pessoas que te enganam e fazem acreditar nas palavras e sentimentos delas. Vais ficar tão surpreendido pela quantidade de vezes que isto ainda te vai surpreender. O meu conselho? Pensa por ti, duvida de tudo o que ouves, guarda os teus segredos para ti e não ligues aos que os outros (te) dizem.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

hush hush

«Broken, not defeated.»

segunda-feira, 13 de julho de 2009

o caminho faz-se caminhando 2

Eu não o conheço. Não sei como fala, o som da sua voz, não sei se fecha os olhos quando sorri ou se dá gargalhadas muito altas, não sei se olha nos olhos quando fala ou se é daqueles que não gosta desse tipo de contacto. Eu não sei nada sobre ele, nem o seu nome. O que eu sei é que ele frequenta o mesmo ano que eu e que o conheço a apenas dois meses.
“Meninas, por favor, parem de olhar para ele, ele vai reparar.” Disse-lhes quando estavam as minhas três amigas de olhos postos nele e nos seus dois amigos. “Pois, já reparou, bonito, muito bonito”. E rapidamente se viraram, rindo-se e pedindo-me desculpas.
“Provavelmente nem viu, Sofia. Calma”
“Vamos dançar?” Perguntou-me o Afonso, aproximando-se demasiado do meu ouvido. Eu retrai-me um pouco, devido principalmente ao susto e, também, por falta de à-vontade, mas penso que ninguém reparou. “Claro que sim” respondi-lhe, lançando um último olhar ao único rapaz de quem desejaria ouvir aquela pergunta. Ele devolveu-me o olhar e eu rodei os calcanhares em sentido contrário e fui para a pista lado a lado com o Afonso.

domingo, 12 de julho de 2009

love story

«Romeo take me somewhere we can be alone
I'll be waiting all that's left to do is run
you'll be the prince and I'll be the princess
it's a love story baby just say yes

Romeo save me I've been feeling so alone
I keep waiting for you but you never come
is this in my head? I don't know what to think
he knelt to the ground and pulled out a ring

and said marry me Juliet
you'll never have to be alone
I talked to you Dad go pick out a white dress
it's a love story baby just say yes.»

Taylor Swift