segunda-feira, 2 de agosto de 2010

domingo, 1 de agosto de 2010

silence

Não sei que lhe dizer, então calo-me . Calo-me no carro, a passear lado a lado na rua, até à mesa seja à uma da tarde ou às oito da noite. Fico calada e a observar tudo o que se passa à volta porque eu não tenho nada para lhe dizer. Já lhe disse tudo e já foi tanto, já lhe dei tudo e demasiado. Nunca lhe disse que o amava mas o meu olhar nunca enganou ninguém. Já lhe disse que me fazia a rapariga mais feliz e ao mesmo tempo também já me fez a mais triste delas todas. Já me apeteceu beijar-lhe e bater-lhe com toda a minha força. Já lhe abri a porta de minha casa como lhe fechei a porta na cara. Já troquei olhares com ele como também já evitei olhar-lhe. Já disse e fiz tanto com ele que agora não me resta nada, se não as más recordações que eu guardo porque as boas não são suficientes. Penso nele, e penso tristeza. Estou com ele e sinto tristeza. Querer tê-lo de volta é como aceitar de volta a tristeza que eu mandei embora quando me calei ao teu lado. Se eu não falar contigo, tu não falas comigo e não me dizes as mentiras que saem da tua boca todos os dias. Não te ouço a gozar com tudo e a responder-me mal como me tens respondido. Se eu me calar, apenas recebo silêncio e neste momento é tudo o que eu peço de ti.
"Trabalha como se não precisasses do dinheiro.
Ama como se nunca tivesses sido magoado.
Dança como se ninguém te estivesse a ver.
Canta como se ninguém ouvisse."

quarta-feira, 21 de julho de 2010

passa

como o tempo passa e parece que não passa. os dias passam, os anos correm mas parece-me tudo igual. basta eu fechar os olhos e parece que não se passou nada nos entretantos. ainda te vejo a chegar atrasado todos os dias com o mesmo sorriso na cara. ainda te sinto a chegares perto de mim e a me cumprimentares com um olá meu amor. recordo todas as conversas, tudo o que trocamos um com o outro, em todos os dias que estivemos juntos. abro os olhos e sou capaz de esperar por miléssimos de segundos que me apareças esta manhã e me digas olá meu amor. mas depois passa-me. porque eu sei que já passou. mas é incrível como o tempo passa e o que eu sinto não. eu sinto o teu cheiro quando caminho na rua, eu ouço a tua voz a sair da boca das outras pessoas, eu vejo o teu sorriso mesmo de olhos abertos, eu sinto o sabor do nosso último beijo. eu sinto. e isso não passa. mas o tempo passa, parecendo que não.

terça-feira, 20 de julho de 2010

fly away from here.

"Gotta find a way
Yeah, I can't wait another day
And nothin' gonna change
If we stay around here
Gotta do what it takes
Cause all in our hands,
We all make mistakes, yeah
But it's never too late to start again
Take another breath
And say another prayer

If this life
Gets any harder now
It ain't no nevermind
You got me by your side
And anytime you want
Yeah, we can catch a train and find a better place
Yeah, cause we won't let nothin' or no one keep gettin' us down
Maybe you and I
Could pack our bags and hit the sky"

sexta-feira, 9 de julho de 2010

felicidade, outra vez.

Na quarta-feira, na estação de comboios comprei uma revista para me entreter na viagem de regresso ao meu Porto (de abrigo). Comprei a mesma de sempre. Folheei uma e outra e vez e calhei num artigo sobre como ser feliz. Mesmo o que eu preciso, pensei. E pus-me a ler. Disse muita das coisas que eu já tinha ouvido ou visto num outro sítio - afinal, não se pode inventar muito, não é verdade? - mas disse algo que ainda não me tinha apercebido. O que eu já sabia é que as pessoas sobrevalorizam o sentimento de felicidade e que pensam que as pessoas são felizes todos os dias, o que não é verdade. Disse que as pessoas também passam por outras experiências igualmente humanas como a tristeza, solidão e desespero. Novidade? Não. O que nos diz é para não pensarmos que há algo de errado connosco que estivermos tristes, se nos sentirmos sozinhos mesmo estando acompanhados e que é normal uma pessoa desesperar. Tudo isto é normal. Somos pessoas e temos mais do que o sentimento de felicidade. Há quem não tenha essa felicidade mas que isso também é normal. A felicidade é uma coisa que se atinge aos poucos e nós podemos chegar lá. Mas primeiro - e isso é que me fez pensar - temos que aceitar a tristeza como parte de nós. Afinal, não faz mal e não há nada de errado comigo se eu me sentir triste. Posso ter razões ou nem as ter sequer, é normal. E aquela rapariga que sorri todos os dias na minha cara e que me fura os tímpanos, lembram-se (?), isso sim, não é muito normal. Uma pessoa que queira tanto mostrar que é feliz, será mesmo?

breathe

"2 AM and I'm still awake, writing a song
If I get it all down on paper, it's no longer inside of me,
Threatening the life it belongs to
And I feel like I'm naked in front of the crowd
Cause these words are my diary, screaming out loud
And I know that you'll use them"