quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Passagem de Ano

Andei o dia todo de ontem a correr pelos centros comerciais à procura do vestido perfeito para hoje. Depois de ver praticamente todas as lojas existentes em dois centros comerciais diferentes, decidi-me. É mesmo este o vestido que eu quero. É branco, com uma longa fita preta que me cobre do pescoço até aos joelhos, onde o vestido acaba. De um lado e de outro desta fita, é cor branca.
Já perto da hora de jantar, fui-me arranjar. Lavei o meu cabelo e fiz dele caracóis grandes e leves. Vesti umas meias calças pretas e, por cima, enfiei o vestido. Calcei os meus sapatos por estrear e acrescentei umas tantas pulseiras e o anel. De frente para o espelho do meu quarto de banho, começo a maquilhar-me. Base da cor da minha pele, pó nas bochechas até às têmporas, rímel nas pestanas de cima, risco preto por cima do olho e a finalizar, o batom de cor rosa da minha irmã. A sair de casa, vesti o casaco e alcancei a minha carteira cinzenta.
Liguei o carro e arranquei. Percorri quase três quilómetros para apanhar quatro amigas minhas e seguimos viagem. Após quinze minutos a conduzir, finalmente estacionei o carro à frente da casa onde a festa se vai realizar.
Saimos as cinco do carro a comentar os nossos vestidos e a rir de alegria. Este ano seria para festejar esta passagem de ano e a do ano passado, já que não passamos todas juntas. Hoje, eu admito, eu estou feliz.
Tocamos à campainha e abriram-nos imediatamente a porta. Cumprimentamos e começamos a circular pelo enorme salão, tão bem decorado com as cores de preto e dourado. Conhecia praticamente toda a gente daquela sala, excepto, uma. Uma rapariga mais baixa que eu uns bons dez centímetros, magra, que usava uma vestido azul água até um pouco acima dos joelhos e bastante decotado tanto à frente como atrás. Usava o cabelo como se não tivesse tocado nele desde que acordou e a maquilhagem, muito, muito suave. Estava a vê-la agora de lado, a conversar com dois grandes amigos meus. Quem será?
Afastei-me das minhas amigas e fui ter com o anfitrião da festa, que neste momento estava a servir bebidas no bar, junto à mesa de bilhar. Aproximo-me sem ele dar conta.

- Quem é ela? - pergunto sem nunca deixar de olhar.
Ele ri-se por se ter assustado e de ter molhado o balcão com vodka. Ao limpá-lo, pergunta-me. - Quem? - Ele segue o meu olhar e sabe a resposta. - Aaah, ela. - Fez uma pausa e enche o copo até ao fim, entregando-me nas mãos. - É a namorada dele. - E faz-me um sinal com os olhos, para o outro lado da sala, quando pronuncia dele.
Eu viro o olhar e percebo quem é ele. Deixo rapidamente a postura de curiosa e adopto uma surpreendida. - Ele está cá? - pergunto quase engasgando-me. Bebo metade do copo e sinto as minhas mãos a tremer. - E ninguém me diz que ele está cá? - Olho outra vez na direcção dele e ele olha-me de volta. - Bolas! - E fico estática a olhar para o anfitrião, com cara de envergonhada. - Ele reparou, não reparou? Reparou?
- Com licença. – e afasta-se de mim, segurando incrivelmente cinco copos cheios nas suas duas mãos.
Eu viro-me para trás e ele está ali, ao meu lado.
- Olá, estás boa? – com o seu sorriso envergonhado e, ao mesmo tempo, provocador.
- Hum. – bebo um trago da vodka. – Sim, e tu?
- Também. Estou admirado por te ver aqui, ninguém me disse que ias estar cá.
- O mesmo se passou comigo. – admito, olhando em volta, cruzando o olhar com a namorada dele. – E já vi que vieste acompanhado.
Ele olha para ela e depois baixa o olhar até olhar o chão. Em seguida olha para mim. – Pois vim. – e fez um sorriso atravessado. – Vieste com alguém?
- Sim.
- Quem? – olhando para a sala à procura de rapazes que não conhecia.
- As minhas quatro amigas, que estão ali. – disse, apontando-lhes.
- Aah, está bem. – E fez silêncio.
Mas que silêncio tão constrangedor. Normalmente, os nossos silêncios não eram assim. Conseguia ficar uma tarde inteira sem lhe dizer nada e sem ele me dizer nada, ficando os dois abraçados, apenas. Não que isso normalmente acontecesse. O que era habitual era estarmos constantemente a falar um com o outro, fazendo perguntas um ao outro, tentando descobrir um pouco mais sobre o outro. Normalmente não nos abraçavamos assim. Aliás, não me lembro de ficar abraçada a ele uma tarde inteira. Mas sei, que se tal acontecesse, eu conseguia. E não me sentiria constrangida com o silêncio dele. Ele interrompeu o meu pensamento.
- Hm, vou ter que ir ter com ela.
Eu olhei-lhe nos olhos e em seguida olhei para ela, a fazer-lhe sinais para ir ter consigo.
- Claro, vai, ela está a chamar-te.
- Gostei muito de te ver, sabes? – sorrindo daquela maneira que me deixa sem palavras.
Mas ele tem noção do que me faz quando me sorri assim?
- Eu também.
E saiu do meu lado. Atravessou meia sala e abraçou-a, dando-lhe um beijo na testa. Eu não vi esta demonstração pois, fui incapaz de olhar os dois. Uma das minhas amigas é que me contou mais tarde, quando fomos todas para o pé da pisicina.
- De certeza que estás bem? Eu não devia ter dito aquilo…
- Querida, não te preocupes. Fizeste bem em me dizer que se nota que eles gostam muito um do outro. Eu estou bem, a sério, meninas.

Eu não estou bem. Ainda há pouco admiti a mim própria que hoje estou feliz mas essa felicidade desapareceu no momento em que soube que ele estava naquela festa… acompanhado.
Pedi licença e fui para dentro da casa. Atravessei a cozinha e aproveitei para pousar o meu copo vazio na banca. Continuei para dentro da casa e parei apenas à porta do quarto de banho. Estava ocupada. Encostei-me à parede oposta à porta, à espera. Quando vejo a porta a abrir-se, eu desencosto-me da porta e dirijo-me até ela. Ele sai por detrás da porta. Eu detenho-me, deixando-o passar por mim.
Porquê que o vou deixar ir embora, uma vez mais? Estou sozinha aqui com ele e vou deixar que ele se vá embora ter com ela neste preciso momento quando só estamos nós os dois aqui? Sem ninguém por perto para nos ouvir a conversar. Vou deixar que ele passe por mim sem me dizer nada? E eu a ele? Mas porquê que eu tenho que fazer isso?
Enquanto passa por mim, eu seguro-lhe a mão, apertando-o com a minha. Ele pára, sem me olhar.
Ele vai largar a mão, ele vai largar a mão…
Não largou, em vez disso, retribuiu o meu aperto de mão e olhou para trás, até os seus olhos encontrarem os meus. Parecia-me indeciso. Então, eu decidi por ele. Puxei-o até a mim até o abraçar. E ele, largando a minha mão, abraçou-me também. E ficamos abraçados.
Ao afastar-se de mim, continuou ainda muito perto. Tão perto que o ouvia a respirar e sentia a respiração dele no meu pescoço. E beijou-me aí.
Fomos até ao salão mas paramos antes de passarmos a porta de vidro. Espreitamos por ela e vimos toda a gente de costas voltadas para nós. De repente, contagem decrescente.
Vinte… Dezanove…

- Não era melhor entrares? – pergunto.
- Era. – disse, olhando pela porta de vidro, sem nunca largar a minha mão. -Era melhor entrar.
Dezasseis… Quinze… Catorze…
- Hm, estás à espera do quê? – esperando que ele não notasse o meu tom de voz triste.
- Não consigo. – olhando-me em seguida.
- Não consegues o quê?
- Deixar-te. – admitiu depois de um momento de hesitação.
Eu estava a olhar para ele, ainda espantada por tal afirmação. Ele, por fim, puxa-me para si, aproximando o seu rosto do meu e hesita. Hesita de maneira a prolongar o momento.
- Dez… Nove… - disse, enquanto se aproximava cada vez mais de mim.
- Oito… Sete…
- Amo-te.
- Eu também te amo.
- Três. – e já sentia a sua respiração.
- Dois. – consigo ainda dizer, fechando os olhos.
Um.

domingo, 26 de outubro de 2008

um dia...

apanho o metro na estação ao lado de minha casa. lá dentro, a segurar a minha carteira e os meus livros, recupero o fôlego. na estação seguinte, eu saio. subo escadas e mais escadas até sentir o frio do vento na minha cara. recuso o jornal do metro e atravesso a rua. caminho mais uns passos até encontrar a minha estação de autocarro. nos próximos vinte minutos, olhava para o meu relógio, mandava uma e outra mensagem, passava o meu peso de um pé para o outro, olhava para o céu de tédio, entre outras coisas. passado algum tempo, sinto alguém a andar em minha direcção e a parar ao meu lado. olho para ele e ele olha-me de volta. rapidamente olho para o chão e rio-me. olhei mais uma vez para o relógio e logo de seguida para ele. ele, mais uma vez, olhou-me de volta. ficamos assim uns dois segundos, nem isso. voltamos a olhar para a frente. cinco minutos depois, dois autocarros chegaram. o meu era o que estava atrás. o dele era o da frente. ele passa pela minha frente e caminha até à entrada do autocarro. eu fiquei a olhar para ele, e ele para mim, até eu entrar no meu autocarro.
uma semana depois, ainda não o voltei a ver.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Faculdade

Deito-me cedo na minha nova cama, na minha nova casa, ao lado da minha nova colega de quarto. Acordo com o meu despertador à hora do costume, bem cedo. Levanto-me e vou para o quarto de banho arranjar-me e vestir-me. Vou até à cozinha e tomo o meu sempre igual pequeno almoço. Pego nos livros e carteira e saio de casa. Desco pelo elevador os cinco pisos do prédio e apanho o metro à saída. Na paragem a seguir, saio e subo as sempre intermináveis escadas, atravesso a rua e ando até à paragem de autocarro. Fico sempre à espera dele uns bons vinte minutos e quando finalmente o vejo e ele pára, eu entro. Sento-me nas quatro paragens que se seguem e na quinta, pressiono o botão do stop e saio. Caminho até ao jardim e finalmente consigo ver a faculdade. Faço esse caminho até lá dentro sem tirar os olhos da minha faculdade. Subo as escadinhas e aí sim, sou feliz quando a piso!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

say it isn't so

Que sensação tão estranha que tive agora. Parecia que estava noutro lugar mas quando dou por mim, estou parada no semáforo. A rua está cheia de carros e pessoas com os seus guarda-chuvas. Sinto-me perdida, como nunca me senti. Olho para o relógio para ver as horas e o dia de hoje. São oito e vinte e duas da manhã de sexta-feira dia dez de outubro de dois mil e oito.
Para onde é que eu estou a ir?, pergunto-me a mim mesma. Não sei. Enquanto aguardo pelo sinal verde, chego até à minha carteira e tiro de lá a minha agenda. Reunião às nove e um quarto lá no escritório. Ah, lembro-me! E aí, voltei em mim. Tenho uma reunião e se estes semáforos não se despacham, eu vou chegar atrasada! Chego ao meu gabiente mesmo em cima da hora e só tenho tempo de atirar a minha carteira para cima da secretária e pousar o casaco na cadeira. Pego num bloco de notas e na minha pasta e vou, a passo apressado, até à sala onde costumo ter as reuniões com os meus clientes. Olho discretamente muitas vezes para o relógio porque o Pedro já devia ter cá chegado. Não é nada dele chegar atrasado aos seus compromissos.
Será que teve um acidente? Adormeceu? Que lhe aconteceu? e olho novamente para o relógio.
Chega a uma altura e eu prossigo com a conversa sozinha, sem pensar outra vez no Pedro e onde se meteu ele.
No final, despeço-me dos meus dois clientes sorridentes e vou até ao meu gabiente novamente. Sento-me na cadeira e, dois segundos de descanso depois, pergunto à minha secretária, pelo telefone, pelo Pedro.
- Quem, Dra?
Levanto-me da minha confortável cadeira e vou ter até ela. Explico-lhe quem é e ela diz-me que o Dr Pedro se despediu há quase dois meses.
- Não se lembra? - Pois não me lembro, ainda ontem tive com ele ali no meu gabiente, como é que ele já não põe lá os pés há dois meses? Ainda ontem lá em casa falamos sobre o trabalho. Com cara de incrédula, despeço-me da minha secretária e telefono para casa, para falar com ele. «Telefonou para casa de Pedro Gameiro, por favor deixe mensagem após o sinal». O quê que aconteceu ao «Olá, eu sou o Pedro e esta é a mulher da minha vida... Então, Carolina, diz o teu nome... Vá, deixa de ser envergonhada!»? Estaciono o carro à porta de casa e, depois de encontrar as chaves de casa, vou até à porta. Não entram. Tento uma e outra vez e não entram mesmo. Ainda hoje de manhã tranquei a porta, como é que já não dá?
Vou até ao carro e sento-me lá. Ligo o telemóvel e ligo-lhe para o dele. Toca e toca e toca e nada. Insisto mais uma e outra vez para saber porquê que ele mudou a fechadura da casa sem falar comigo primeiro. De telemóvel ao ouvido olho para o outro lado da janela e vejo-o a ele a dirigir-se para casa. Ao sair do carro, ouço alguém a chamar por ele, que o faz desviar a atenção dele em direcção a ela. Quando se aproxima dele, dá-lhe um beijo e entram em casa de mão dadas. Nesse momento, vejo a minha vida a andar para trás. Como é que o Pedro foi capaz de me fazer isto? O quê que aconteceu? Meu deus!

Acordo sobressaltada na minha cama. Que sensação estranha. Parecia mesmo real e afinal não passou de um sonho. O Gonçalo está na cama ao meu lado. Faço barulho a levantar-me da cama e acordo-o.
- Já vais embora, Rita? - Digo-lhe que sim e dou-lhe um beijo de bons dias. Tomo o pequeno-almoço e vou para o escritório. Apanho quase todos os semáforos vermelhos e parada num deles, recordo-me do sonho. Volto à realidade com o meu telemóvel a tocar. Atendo-o.

- Querida, demoras muito? Estamos todos à tua espera! - O quê? Ainda há pouco me despedi dele em casa.
- Gonçalo? - E ouço risos.
- Há algum Gonçalo que te chama querida? Sou eu, Sara. O Dinis.
- Desculpe, deve ser engano. - E desligo.

Chego ao escritório dez minutos depois do telefonema estranho. Cumprimento toda a gente e sento-me na minha cadeira, no meu escritório. Truz-Truz.
- Entre.
- Sara, querida, então porquê que só chegaste a esta hora? - pergunta-me alguém que nunca vi na minha vida.
Sara, outra vez?
- Tu és o Dinis do telefonema? - pergunto-lhe.
- Sim, querida. - E ri-se. - Achei imensa piada ao telefonema mas agora estás a deixar-me preocupado. Passa-se alguma coisa?
- Porquê que me chamas querida?
- Hm, será por seres minha namorada há sete anos, queridinha? - e tenta dar-me um beijo mas, eu afasto-me. - Passa-se mesmo qualquer coisa. Que aconteceu depois de eu te deixar em casa hoje de manhã?
- Acordei com o Gonçalo na minha cama e o meu nome é Rita.
A expressão da cara do tal Dinis mudou. Tornou-se pesada e preocupada. - Não tomaste os comprimidos hoje de manhã, pois não?
- Agora sou maluca? Vais-me dizer que não há Gonçalo nenhum e que eu não sou Rita, é?
- Sara, querida, não és maluca mas precisas mesmo de os tomar por causa da tua condição. É exactamente para evitar estas situações que os tomas.
Ambos são interrompidos por uma senhora baixinha e muito bem educada. - Dra Sara, precisava que me assinasse isto.
- Agora não, Rosário, deixe isso para depois, sim? - ele responde.
- Com certeza, Dr Dinis.
Sento-me na cadeira sem expressão.
- Sara? Mas eu não sou Sara, eu não me chamo Sara. Eu não me chamo Sara. Ninguém percebe isso? Eu sou a Rita. Chamo-me Rita. O meu nome é Rita. E o Gonçalo existe. Eu não te conheço. Eu não acredito em ti. Eu não sou a tua querida, eu nunca te vi na minha vida! Eu sou a Rita. Percebe isso: Rita!
Abraço-me e sinto-me a ir para a frente e para trás há medida que grito o meu nome.

Acordo e fico feliz por ter sido apenas um sono. Não estou a ficar maluca, que sensação. Parecia tão real e, afinal, não passava de um sonho, de um pesadelo! Olho para o lado e vejo o Diogo a dormir na nossa cama.

domingo, 5 de outubro de 2008

:D

i am living the life i always dreamt.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Despedida

Hoje tomei consciência de algo. Pensei bem e soube-o logo. Hoje eu estou a libertar-te de mim. De todo o meu eu. Hoje já não me pertences. Hoje és livre de seres quem tu és na realidade e gostares quem tu gostas de verdade. Hoje já não me deves explicações, nem eu as quero para nada. Hoje contento-me apenas com um cumprimento da tua parte. A partir de hoje, não vou exigir nada de ti, nada de que eu não tenha direito de exigir. Hoje vou deixar-te. Deixar-te em paz. Deixar-te com quem queres. Deixar-te para sempre. Hoje já não ocupas os meus pensamentos o dia todo, todos os dias. Hoje é o dia em que para mim, tu e eu acabámos. Demorou mas é como dizem «mais vale tarde do que nunca». Esta minha despedida veio tarde, mas veio. E aqui está ela. Aqui me despeço de ti e de tudo o que foste para mim. E aqui, também, te dou as boas-vindas como um amigo. E apenas isso.

O que devemos ter?

«Paciência e a altura certa... tudo acontece quando tem que acontecer. Uma vida não pode ser apressada, não pode ser inserida numa programação como tanta gente pretende. Temos que aceitar aquilo que nos é dado em qualquer momento, sem pedir mais. Mas a vida é interminável, o que quer dizer que nunca morremos; na realidade, também nunca chegamos a nascer. Apenas nos limitamos a passar por fases diferentes. Não tem fim. Os seres humanos têm muitas dimensões. Mas o tempo nao é como o vemos, trata-se em vez disso de um conjunto de lições que são aprendidas.»

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Uau

Hoje pisei pela primeira vez uma faculdade de Medicina, como aluna. Eu ainda não estou em mim!!