segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Ele
Ele é novo. Ele é misterioso. Neste momento, é sorridente. Ele é cheio de surpresas e promesas. Promete que vou ser feliz. Promete também momentos tristes e de lágrimas. Promete que eu vou conseguir alcançar o que quiser se trabalhar para isso. Ele é totalmente imprevisível. Sempre que penso nele, penso positivo. Rio-me. Salto. Pulo. Ele promete ser melhor que o anterior e garante que será pior que o próximo porque, hey, nós queremos sempre melhor. Mas mesmo assim... serás bem-vindo, ano novo.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Sofia DOS Santos Ferreira
Tu és minha amiga porque depois de me julgares, quisseste conhecer-me e mudar de ideias. Conheceste-me melhor que ninguém. Tu gostas de mim como sou. Tu és minha amiga porque estiveste ao meu lado. Em todos os meus momentos. Nos bons. No maus. Nos mais felizes. Naqueles que eu quero esquecer. Abraçaste-me quando estava a desesperar. Quando estava indecisa foi por tua causa que me decidi. Quando me perdi, foi contigo que me encontrei. Conseguiste ouvir-me entre os meus soluços. Tu és minha amiga porque foi a ti quem liguei quando estava triste. Foi contigo que falei logo quando inventaram coisas sobre mim. Não te ligo quando estou feliz porque normalmente estás sempre ao meu lado. Tu és minha amiga porque me chamas a razão e não te importas se eu levo a mal. Perdoas o que eu faço de errado. Perdoaste quando te chamei a atenção. Tu és minha amiga porque a zanga entre nós só nos juntou. Quando fiquei doente, ficaste ao meu lado. Tu és minha amiga porque festejas comigo os primeiros dias de aulas e os ultimos :D Tu és minha amiga porque saimos juntas. Seja em discotecas, festas na praia ou em lado nenhum. Porque fomos todas ao Dolce Vita, para o vestuário da loja e tiramos fotografias que ficaram todas desfocadas de tanto rir. Porque passamos tardes na praça velasquez a tirar fotografias e a ouvir músicas deitadas no chão. Tu és minha amiga porque embora não esteja todos os dias contigo, sei que estás sempre disponível se eu precisar. Tu és minha amiga porque me mandas mensagens lamechas e matinais. Agora também me mandas mensagens diurnas lamechas, que eu gosto tanto. Tu és minha amiga porque me contas os teus problemas e os teus medos. Tu és minha amiga porque confias em mim. Tu és minha amiga porque guardas tudo como um diario fechado a sete chaves. Tu és minha amiga porque és minha GB. Tu és minha amiga porque dedicas-me músicas romanticas. E eu mando-te letras dessas músicas. Porque vamos ao cinema ver Happy Feet e Madagascar. Porque eu te amo. AMO.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
(Re)lembrar
Atravessei a rua e entrei na alameda. Está imenso frio, para aí uns quinze graus celsius, e eu aperto melhor o meu casaco preto e levo as minhas mãos à gola, para me proteger melhor do frio. Sinto o vento a bater na minha face. Então, é aí que páro e fecho os meus olhos. Ali de pé, sozinha no meio da alameda, sinto o vento como se fosse a tua respiração. O meu coração acelera e a minha mente leva-me para outro lado.
Ainda de olhos fechados, sinto-te muito perto de mim, com a tua mão entrelaçada com a minha. Abro os olhos e vejo-te no escuro à minha frente. Estamos no dia 16 de Novembro de 2002 e estamos no meu quarto. Fico nervosa e saio cá para fora. No próximo jogo das escondidinhas, outra vez no escuro, estamos sentados no chão ao lado da minha cama. Tu aproximas-te de mim e ao meu ouvido dizes "namora comigo, sofia" e eu fiquei a olhar para ti e tu cada vez mais preocupado e ansioso pela resposta ouves-me dizer "sim". Levas a mão à boca por instinto e sorris por detrás dela. Chegas mais perto de mim e dizes "gosto tanto tanto de ti" e eu digo que também, ao mesmo tempo que fecho os meus olhos e tu me dás o nosso primeiro beijo.
Abro os meus olhos e sinto o vento na minha cara.
Ainda de olhos fechados, sinto-te muito perto de mim, com a tua mão entrelaçada com a minha. Abro os olhos e vejo-te no escuro à minha frente. Estamos no dia 16 de Novembro de 2002 e estamos no meu quarto. Fico nervosa e saio cá para fora. No próximo jogo das escondidinhas, outra vez no escuro, estamos sentados no chão ao lado da minha cama. Tu aproximas-te de mim e ao meu ouvido dizes "namora comigo, sofia" e eu fiquei a olhar para ti e tu cada vez mais preocupado e ansioso pela resposta ouves-me dizer "sim". Levas a mão à boca por instinto e sorris por detrás dela. Chegas mais perto de mim e dizes "gosto tanto tanto de ti" e eu digo que também, ao mesmo tempo que fecho os meus olhos e tu me dás o nosso primeiro beijo.
Abro os meus olhos e sinto o vento na minha cara.
Tarde de mais
No meio de tanta gente, num sítio pequeno e abafado, com as luzes a mudar de cor e intensidade e a música a acompanhar-lhe o ritmo, ele conseguiu encontrá-la. Ela estava mesmo no meio da pista de dança, com as suas amigas.
Ele apressou-se até ela, passando com dificuldade entre as outras pessoas. Parou atrás dela e após ter ganho coragem, pegou-lhe na mão e virou-a para si, tentando beijá-la. Ela desvia a cara para o lado esquerdo e perguntou-lhe:
- O que queres de mim?, tentando resistir.
- Não sei..., diz-lhe ao ouvido, parecendo um pouco agitado.
- Tu sabes que eu não tenho "casos" de uma só noite, nunca mais.
- Eu sei... Eu também não te quero só esta noite.
- O que queres dizer?
- ... Eu gosto de ti ! Eu preciso de ti.
- Ah?!
- Queres namorar comigo, outra vez?
Nesse preciso momento, os joelhos dela cedem e antes de cair no chão, ele agarra-a encostando-a a si. Assusta-se quando se apercebe que ela já não reage.
Para ela, aquelas palavras vieram mesmo a tempo; para ele fora tarde demais.
Ele apressou-se até ela, passando com dificuldade entre as outras pessoas. Parou atrás dela e após ter ganho coragem, pegou-lhe na mão e virou-a para si, tentando beijá-la. Ela desvia a cara para o lado esquerdo e perguntou-lhe:
- O que queres de mim?, tentando resistir.
- Não sei..., diz-lhe ao ouvido, parecendo um pouco agitado.
- Tu sabes que eu não tenho "casos" de uma só noite, nunca mais.
- Eu sei... Eu também não te quero só esta noite.
- O que queres dizer?
- ... Eu gosto de ti ! Eu preciso de ti.
- Ah?!
- Queres namorar comigo, outra vez?
Nesse preciso momento, os joelhos dela cedem e antes de cair no chão, ele agarra-a encostando-a a si. Assusta-se quando se apercebe que ela já não reage.
Para ela, aquelas palavras vieram mesmo a tempo; para ele fora tarde demais.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Preciso de acordar, preciso de ouvir
preciso de mudar e de evoluir
preciso de olhar à minha volta e sentir
sentir tudo o que há para sentir
ver tudo o que há para ver
não quero sofrer
não quero mais
eu quero voltar a sorrir e viver
quero ouvir as más notícias e sobreviver
preciso de mudar e de evoluir
preciso de olhar à minha volta e sentir
sentir tudo o que há para sentir
ver tudo o que há para ver
não quero sofrer
não quero mais
eu quero voltar a sorrir e viver
quero ouvir as más notícias e sobreviver
quero olhar-me ao espelho
e ver que nada é velho
quero sorrisos discretos
e pessoas como livros abertos
eu preciso do sabor da liberdade
preciso sentir saudade
eu preciso do sabor da liberdade
preciso sentir saudade
quero ter coragem
e deixar de me colocar na margem
quero que tudo se torne diferente
não quero sentir-me outra vez impotente
nunca mais.
não quero ter medo de cair
aliás eu preciso de cair e aprender a levantar-me a sorrir
quero ouvir as musicas da vida
quero regressar ao passado e relembrar as memórias
para mim tudo isso são vitórias
tudo isso é a minha vida.
quero que tudo se torne diferente
não quero sentir-me outra vez impotente
nunca mais.
não quero ter medo de cair
aliás eu preciso de cair e aprender a levantar-me a sorrir
quero ouvir as musicas da vida
quero regressar ao passado e relembrar as memórias
para mim tudo isso são vitórias
tudo isso é a minha vida.
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Decidimos juntar-nos todos para um jantar em casa da mais velha do grupo. A casa dela tinha um jardim maior e, portanto, perfeito para se colocar umas mesas e cadeiras, mesmo ao lado do churrasco. Durante o jantar, e quando ninguém reparava, eu olhava-o insistentemente. Houve apenas uma troca de olhar entre nós os dois e rímo-nos silenciosamente. Neste momento, já não tenho a certeza se ele se riu mas quero acreditar que sim.
Depois do jantar, eu e mais quatro amigos fomos para o sotão. É enorme, com uns sofás compridos mesmo bons. Ficámos dividimos em três sofás. Eu e ele não estávamos no mesmo mas logo a seguir ele sentou-se mesmo ao meu lado. Conversámos bastante e eu transpirava por estar nervosa, por estar tão perto dele. Admito que essa sensação me incomoda bastante. Mas falámos bem.
Alguém pôs um DVD a dar e apagou as luzes. A única luz que havia vinha da Lua, do outro lado da janela da varanda. Fez-se silêncio e começamos a ver o filme. Estávamos sempre a por pause porque os outros amigos estavam sempre a entrar, para também ver o filme. Quando todos se sentaram, apenas se ouvia o filme. Eu e ele estavamos ainda mais perto um do outro. Ele pôs o braço à minha volta e eu dei-lhe a minha mão. Mesmo na quase total escuridão, eu consegui ver o sorriso mais sincero que alguma vez me fez. Pousou a sua cabeça no meu ombro e eu ouvia-o a respirar.
Estivemos assim até a meio do filme. A história de amor do filme fazia lembrar-me da nossa. Aposto que ele não reparou. Logo em seguida, ele descolou a mão dele da minha, levantou a cabeça do meu ombro e pôs-se de pé. Tirou o telemóvel do bolso e eu vi que estava com uma luzinha acessa. Atendeu e dirigiu-se rapidamente à varanda, falando baixinho pois não se ouvia nada. Fiquei triste. Porque razão saiu daqui com aquela rapidez toda para falar simplesmente ao telefone? Passados cinco minutos mais ou menos, o meu bolso esquerdo começou a tremer. Tiro o telemovel do meu bolso e abro a mensagem. É dele...
Anda cá fora, tens que ver esta Lua @
Ps: foi a única maneira de vir para aqui sem dar nas vistas.
Cinco minutos depois levanto-me eu. Ao dirigir-me para a varanda fiz questão de ver se alguém olhava para mim mas nenhum amigo meu deu conta... o filme estava a ser mesmo bom.
Ele estava virado de costas para a porta da varanda, eu aproximo-me e esmago-o com um abraço forte. Ele voltou-se para mim e disse-me com um sorriso " - Estava a ver que nunca mais....". Eu, surpreendida, pergunto-lhe o porquê de ele querer que eu esteje ali com ele e responde-me que me queria beijar. Paralisei. Congelei. Repeti as palavras dele para dentro. Paralisei. Pergunto-lhe, novamente, porquê e ele responde:
- Porque aquela história fez lembrar-me da nossa.
Depois do jantar, eu e mais quatro amigos fomos para o sotão. É enorme, com uns sofás compridos mesmo bons. Ficámos dividimos em três sofás. Eu e ele não estávamos no mesmo mas logo a seguir ele sentou-se mesmo ao meu lado. Conversámos bastante e eu transpirava por estar nervosa, por estar tão perto dele. Admito que essa sensação me incomoda bastante. Mas falámos bem.
Alguém pôs um DVD a dar e apagou as luzes. A única luz que havia vinha da Lua, do outro lado da janela da varanda. Fez-se silêncio e começamos a ver o filme. Estávamos sempre a por pause porque os outros amigos estavam sempre a entrar, para também ver o filme. Quando todos se sentaram, apenas se ouvia o filme. Eu e ele estavamos ainda mais perto um do outro. Ele pôs o braço à minha volta e eu dei-lhe a minha mão. Mesmo na quase total escuridão, eu consegui ver o sorriso mais sincero que alguma vez me fez. Pousou a sua cabeça no meu ombro e eu ouvia-o a respirar.
Estivemos assim até a meio do filme. A história de amor do filme fazia lembrar-me da nossa. Aposto que ele não reparou. Logo em seguida, ele descolou a mão dele da minha, levantou a cabeça do meu ombro e pôs-se de pé. Tirou o telemóvel do bolso e eu vi que estava com uma luzinha acessa. Atendeu e dirigiu-se rapidamente à varanda, falando baixinho pois não se ouvia nada. Fiquei triste. Porque razão saiu daqui com aquela rapidez toda para falar simplesmente ao telefone? Passados cinco minutos mais ou menos, o meu bolso esquerdo começou a tremer. Tiro o telemovel do meu bolso e abro a mensagem. É dele...
Anda cá fora, tens que ver esta Lua @
Ps: foi a única maneira de vir para aqui sem dar nas vistas.
Cinco minutos depois levanto-me eu. Ao dirigir-me para a varanda fiz questão de ver se alguém olhava para mim mas nenhum amigo meu deu conta... o filme estava a ser mesmo bom.
Ele estava virado de costas para a porta da varanda, eu aproximo-me e esmago-o com um abraço forte. Ele voltou-se para mim e disse-me com um sorriso " - Estava a ver que nunca mais....". Eu, surpreendida, pergunto-lhe o porquê de ele querer que eu esteje ali com ele e responde-me que me queria beijar. Paralisei. Congelei. Repeti as palavras dele para dentro. Paralisei. Pergunto-lhe, novamente, porquê e ele responde:
- Porque aquela história fez lembrar-me da nossa.
quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Trimmmm, toca a campainha do seu novo apartamento. Ela, ainda ocupada com as mudanças, abre a porta. É a sua nova amiga da faculdade que, por sinal, é a melhor amiga dele. Cumprimentou-a, convidou-a para entrar e fechou a porta.
A sua amiga senta-se na secretária na sala e repara que o diário dela está em cima, aberto na data de há dois dias atrás. Quando ela foi arrumar umas coisas na cozinha, a sua nova amiga começou a lê-lo.
Tu pões-me triste. Tu fazes-me miserável. Olhar para ti é doloroso. Pensar em ti é de morte. Estar contigo é arrepiante.
A sua amiga sabia que ela se referia ao seu melhor amigo. Ficou triste e escreveu-lhe uma nota numa folha solta. Meteu-a dentro do diário e fechou-o. Quando ela chegou da cozinha reparou que a sua amiga estava com um ar triste.
- Tu ainda gostas dele, depois de todos estes anos?!, perguntou a amiga.
Sim. Simm. SIMMMM.
- Não. Porquê que perguntas?
- Porque li uma passagem do teu diário de há dois dias atrás...
Merda.
- ... que foi quando estivemos todos juntos ... e depois até apareceu a namorada dele.
- A namorada dele... exacto.
- E vais desistir?!
Não. Nunca.
- Vou. Ele escolheu estar assim. E eu também escolhi.
- Tens a certeza de que não gostas dele?
Não.
- Sim, amiga.
Elas levantaram-se e a sua amiga foi-se embora. Depois de fechar a porta, ela começa a chorar e pega no seu diário. Deixa cair uma folha dobrada. Que estranho. Desdobra o papel e lê-o para si.
Não sei porque que as pessoas mentem em relação ao que sentem. Admite o que sentes e quem sabe se não descobres uma surpresa. Deixa o orgulho de lado porque tens aqui uma bela oportunidade de seres feliz. Eu sei do que falo.
A tua amiga.
A sua amiga senta-se na secretária na sala e repara que o diário dela está em cima, aberto na data de há dois dias atrás. Quando ela foi arrumar umas coisas na cozinha, a sua nova amiga começou a lê-lo.
Tu pões-me triste. Tu fazes-me miserável. Olhar para ti é doloroso. Pensar em ti é de morte. Estar contigo é arrepiante.
A sua amiga sabia que ela se referia ao seu melhor amigo. Ficou triste e escreveu-lhe uma nota numa folha solta. Meteu-a dentro do diário e fechou-o. Quando ela chegou da cozinha reparou que a sua amiga estava com um ar triste.
- Tu ainda gostas dele, depois de todos estes anos?!, perguntou a amiga.
Sim. Simm. SIMMMM.
- Não. Porquê que perguntas?
- Porque li uma passagem do teu diário de há dois dias atrás...
Merda.
- ... que foi quando estivemos todos juntos ... e depois até apareceu a namorada dele.
- A namorada dele... exacto.
- E vais desistir?!
Não. Nunca.
- Vou. Ele escolheu estar assim. E eu também escolhi.
- Tens a certeza de que não gostas dele?
Não.
- Sim, amiga.
Elas levantaram-se e a sua amiga foi-se embora. Depois de fechar a porta, ela começa a chorar e pega no seu diário. Deixa cair uma folha dobrada. Que estranho. Desdobra o papel e lê-o para si.
Não sei porque que as pessoas mentem em relação ao que sentem. Admite o que sentes e quem sabe se não descobres uma surpresa. Deixa o orgulho de lado porque tens aqui uma bela oportunidade de seres feliz. Eu sei do que falo.
A tua amiga.
De vestido azul, de gregas nos pés e de carteira amarela grande, ela sai do metro na estação da Trindade. O seu cabelo estava perfeitamente esticado e, apesar de ainda não se ter habituado ao novo look, as franjas ficavam-lhe a matar. Desta vez, esqueceu-se dos seus 'sempre presentes' Rayban porque o sol do final do Verão já não lhe magoava a vista. Subiu as escadas da estação até lá em cima para se encontrar com um seu amigo e apanhar o metro com ele com destino a matosinhos. Procuro-o na multidão e, de repente, alguém me tapa os olhos. Sei que é ele e riu-me. Nesse instante, ainda com os olhos tapados, sinto alguém a aproximar-se pela frente. Então aí sinto quatro mãos na minha cara: duas do meu amigo nos meus olhos e duas nas bochechas de um desconhecido. Em seguida, sinto a língua dele a passar no meu lábio superior e reconheco-o por esse gesto. Damos um beijo e quando as mãos caem dos meus olhos, eu abro-os e aí, tenho a certeza de que é ele. Estava a procura-lo na multidão e, de repente, alguém lhe tapou os olhos. Riu-se porque sabia quem era. De repente, sentiu alguém a aproximar-se pela frente. Sorriu por dentro. Dão um beijo mas não como ela pensou. Quando as mãos cairam dos seus olhos, ela não precisou de os abrir para saber que estava a beijá-lo e que o seu amigo estava atrás de si. O beijo acabou e abre os olhos. Assustou-se e levou as mãos à boca. Tinha acabado de beijar o seu amigo. Então quem me tapou os olhos? Olhou para trás e viu-o. Era ele.
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