- Hey, Miguel... who's she?
- Oh... no no no, Jimmy, she's not for you.
- Why ?! Does she have a boyfriend?
- No...
- Does she have a husband?
- No, she...
- Is she gay?
- Oh nothing like that, she...
- So, she's totally for me... They, women, are all for me!
- That is why SHE is not for you. Just let it go, J!
- Come on Miguel!
- Shhh... !
- Miguel?
Miguel Ventura era o anfitrião da festa e amigo de quase todos os presentes, inclusive de Madalena. Conheceram-se em Portugal, no aeroporto, quando ambos estavam de partida para o desconhecido Miami. Enquanto esperávam pela avião, ficaram a falar um com o outro, na tentativa de ficarem a conhecer-se. Nessa tarde, Madalena soube que Miguel era formado em História da Arte e que se fascinava por todos os pintores e escultores, em que cada um tinha a sua particularidade. Madalena contou-lhe que tirou o curso de Medicina e que esperava fazer da investigação a sua vida. Mas entretanto esse não foi o seu destino.
- Madalena, minha amiga, sempre pudeste vir!
- Claro Miguel! Sabes que eu adoro as festas que organizas em nome da Arte. - disse, cumprimentando-o com dois beijos.
- Vem, quero apresentar-te a dois bons amigos meus, os donos do Museu.
Quando chegaram perto do casal, Miguel acrescentou:
- Marin, Joseph, I'd like to introcude you a friend of mine, Dr Madalena Vilaça. She's Portuguese like me - ele disse, sorrindo e apontando na direcção dela.
- Hi, nice to meet you both - admitiu Madalena, com a sua confiança característica.
- Are all the Portuguese ladies beautiful as you are, sweetheart? - perguntou Marin.
Miguel pediu licença e foi ter com Jimmy, que não parava de lhe mandar sinais pouco discretos.
- Stop it, J!
- Miguel, seriously...
- I don't want to hear anything else. Madalena's a great woman...
- Madalena? What a beautiful name.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Take one
- Que horas são, Graça? - perguntou à secretária.
- São quase seis horas da tarde, Doutora.
- Oh, estou tão atrasada! - disse, enquanto escrevia uns últimos apontamentos na ficha do paciente que tinha acabado de receber.
- Atrasada para quê, Doutora? Vai trabalhar hoje no Hospital? Pensei que à quarta-feira ficava pela Clínica.
- Não é isso. Hoje há um jantar/festa... No museu...
- A uma quarta-feira?
- Aparentemente. Esquisito, não acha? Mas bem, pode chamar o Dr Espírito Santo pelo pager? O meu turno já acabou há vinte minutos.
- Com certeza, Doutora Vilaça.
Vinte minutos depois, ela chegou a casa. Preparou um banho rápido e escolheu a roupa que iria usar esta noite. Era um vestido longo, formal e de cor amarela. Maquilhou-se - apesar de que não era preciso - e não fez nada ao cabelo. Estava perfeito assim como estava, solto e cheio de caracóis naturais. Ela chamou um táxi e, depois de pegar na carteira e no casaco, desceu e ficou à espera lá fora. Estava uma noite quente, como é habitual em Miami.
- Where to, Madam? - perguntou o taxista.
- To the Museum, please.
O táxi parou mesmo à entrada.
- How much is it?
Enquanto subia as numerosas escadas do museu, ela apreciava a decoração antiga e a pedra velha que suportava o edifício. Deu por si a pensar que nunca tinha lá entrado, apesar de que já vivia em Miami há bastantes anos; seis anos, para ser exacta.
- Name, please, Madam.
- Vilaça. Dra Madalena Vilaça. V-I-L-A-Ç-A.
- Very well. Would you like to give me your coat?
- Sure. Thank you.
Pegou num copo de champagne e começou a andar aos circulos pela gigantesca sala, do estilo século XVIII, com pinturas no tecto e candeeiros grandes e brilhantes. Passava de quadro em quadro, escultura em escultura, apreciando todas as obras e tentando decorar todos os nomes dos autores. De certa maneira, para se sentir mais culta nesta área. Madalena era, sem dúvida, uma mulher que fazia girar as cabeças a muita gente. E, sem dúvida, que virou a cabeça de James, um Americano de nascença.
- São quase seis horas da tarde, Doutora.
- Oh, estou tão atrasada! - disse, enquanto escrevia uns últimos apontamentos na ficha do paciente que tinha acabado de receber.
- Atrasada para quê, Doutora? Vai trabalhar hoje no Hospital? Pensei que à quarta-feira ficava pela Clínica.
- Não é isso. Hoje há um jantar/festa... No museu...
- A uma quarta-feira?
- Aparentemente. Esquisito, não acha? Mas bem, pode chamar o Dr Espírito Santo pelo pager? O meu turno já acabou há vinte minutos.
- Com certeza, Doutora Vilaça.
Vinte minutos depois, ela chegou a casa. Preparou um banho rápido e escolheu a roupa que iria usar esta noite. Era um vestido longo, formal e de cor amarela. Maquilhou-se - apesar de que não era preciso - e não fez nada ao cabelo. Estava perfeito assim como estava, solto e cheio de caracóis naturais. Ela chamou um táxi e, depois de pegar na carteira e no casaco, desceu e ficou à espera lá fora. Estava uma noite quente, como é habitual em Miami.
- Where to, Madam? - perguntou o taxista.
- To the Museum, please.
O táxi parou mesmo à entrada.
- How much is it?
Enquanto subia as numerosas escadas do museu, ela apreciava a decoração antiga e a pedra velha que suportava o edifício. Deu por si a pensar que nunca tinha lá entrado, apesar de que já vivia em Miami há bastantes anos; seis anos, para ser exacta.
- Name, please, Madam.
- Vilaça. Dra Madalena Vilaça. V-I-L-A-Ç-A.
- Very well. Would you like to give me your coat?
- Sure. Thank you.
Pegou num copo de champagne e começou a andar aos circulos pela gigantesca sala, do estilo século XVIII, com pinturas no tecto e candeeiros grandes e brilhantes. Passava de quadro em quadro, escultura em escultura, apreciando todas as obras e tentando decorar todos os nomes dos autores. De certa maneira, para se sentir mais culta nesta área. Madalena era, sem dúvida, uma mulher que fazia girar as cabeças a muita gente. E, sem dúvida, que virou a cabeça de James, um Americano de nascença.
sábado, 10 de maio de 2008
Passado
Não gosto desta época
Onde o céu é tão escuro
Gostava de viver noutra década
Onde nada era inseguro.
Talvez nos anos setenta
Onde os hippies eram a moda
Ou mesmo nos anos oitenta
Onde se podia andar lá fora.
Portas e janelas abertas
Ninguém tinha medo
Pessoas pouco despertas
Não havia um único segredo.
Viam um futuro promissor
Mesmo à sua frente
Agora resta apenas tristeza e dor
Mas nada de surpreendente.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
O Amor
«O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra.»
A vida é uma coisa, o amor é outra.»
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Copo de Água
Levantando o copo de cristal de champagne, ele disse em voz alta perante todos os seus amigos e familiares que se encontravam na sua mesa e nas mesas à sua volta:
- Gostava de fazer um brinde. Um brinde à minha amiga de infância. Ela esteve sempre comigo nos melhores momentos da minha vida e ajudou-me bastante nos maus. Lembro-me uma vez - até foi engraçado - de quando eu fui operado. Tive de ficar duas semanas no Hospital e ela não saia da minha beira, passava lá os dias e as noites. Teve que ser a minha mãe, ao fim de alguns dias, a mandá-la para casa, descansar.
Apenas se ouvia a voz dele e via-se os olhares atentos dos convidados, enquanto falava orgulhosamente da sua amiga. Ele fez silêncio por uns segundos e depois acrescentou:
- Descobri o amor pela primeira vez com ela ao meu lado, descobri sensações que até então desconhecia. O sentimento por dela vinha e vem daqui, bem do fundo.
Silêncio.
- Agora que encontrei outra mulher por quem eu estou terrivelmente apaixonado e quero construir família ao lado dela, - disse, olhando para a mulher, sentada ao seu lado, vestida de branco. - tenho de agradecer à minha grande amiga por me ajudar a tomar as melhores decisões e me pôr, continuamente, os pés no chão quando, de vez em quando, sonho demasiado alto. Queria, também, agradecer-lhe por ter estado comigo hoje enquanto eu me preparava para casar com a minha mulher. Sofia, obrigada por todos estes anos que me fizeste feliz e obrigada por me teres entregue a Matilde.
- Gostava de fazer um brinde. Um brinde à minha amiga de infância. Ela esteve sempre comigo nos melhores momentos da minha vida e ajudou-me bastante nos maus. Lembro-me uma vez - até foi engraçado - de quando eu fui operado. Tive de ficar duas semanas no Hospital e ela não saia da minha beira, passava lá os dias e as noites. Teve que ser a minha mãe, ao fim de alguns dias, a mandá-la para casa, descansar.
Apenas se ouvia a voz dele e via-se os olhares atentos dos convidados, enquanto falava orgulhosamente da sua amiga. Ele fez silêncio por uns segundos e depois acrescentou:
- Descobri o amor pela primeira vez com ela ao meu lado, descobri sensações que até então desconhecia. O sentimento por dela vinha e vem daqui, bem do fundo.
Silêncio.
- Agora que encontrei outra mulher por quem eu estou terrivelmente apaixonado e quero construir família ao lado dela, - disse, olhando para a mulher, sentada ao seu lado, vestida de branco. - tenho de agradecer à minha grande amiga por me ajudar a tomar as melhores decisões e me pôr, continuamente, os pés no chão quando, de vez em quando, sonho demasiado alto. Queria, também, agradecer-lhe por ter estado comigo hoje enquanto eu me preparava para casar com a minha mulher. Sofia, obrigada por todos estes anos que me fizeste feliz e obrigada por me teres entregue a Matilde.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Vencedor
O som da campainha do apartamento do Gui tocou. Ele dirigiu-se à porta.
- Sempre pontual, Sofia - comentou, olhando para o relógio. E acrescentou: - Vá, entra.. Não fiques à porta.
Ele fechou a porta.
- Bem, vamos fazer o que me trouxe até cá? - questionou Sofia.
Sentaram-se no chão da sala, em frente à televisão e jogaram playstation durante a maior parte da tarde. No final, a Sofia gostava de poder declarar um empate mas o Gui fez questão de dizer e gritar que era o vencedor. Sofia perguntou-lhe «- Vá, que queres de prémio então?» e ele respondeu:
- Que me mostres umas defesas de karaté! Duvido muito que te consigas defender de mim. - afirmou, dando gargalhadas.
- Então vá, manda-me o teu melhor soco!
Ele mandou.
- Isto é o teu melhor, Gui? - desafiou-o.
Ele manda outro soco e Sofia surpreende-o com as suas defesas.
- Muito bem! E se eu te agarrasse assim, abraçando-te, com uma parede atrás de ti?
Sofia e Gui sentiram uma aproximação incómoda, deixando-os um pouco atrapalhados. Tentando afastar aquela sensação, Sofia disse:
- Uh, consigo sair mas tinha que te dar uma joelhada e eu não te quero mandar para o Hospital. - afirmou, esboçando um sorriso tímido.
- Não queres é sair daqui, escusas de inventar Sofia. - metendo-se com ela.
- Exacto, porquê que eu iria querer sair daqui, Gui?
- Estás a falar a sério?!
Ela só lhe devolveu um sorriso e, quando se apercebeu que se estava a passar um momento entre eles, tremeu. Ficou nervosa. Sentiu o desejo por ela só no olhar dele e sorriu por dentro. Ele aproximou a sua cara da cara dela para lhe dar um beijo. Estiveram mesmo para o dar mas ela não conseguiu. Fugiu-lhe por baixo e foi para trás dele. Ele virou-se, surpreendido, e ela começou a dançar a sua dança da vitória.
- Ficaste contente? - perguntou desiludido.
Ela hesitou.
- Não.
Ela aproximou-se dele. Encostou-o à parede e deu-lhe o beijo que ele lhe queria dar.
- Sempre pontual, Sofia - comentou, olhando para o relógio. E acrescentou: - Vá, entra.. Não fiques à porta.
Ele fechou a porta.
- Bem, vamos fazer o que me trouxe até cá? - questionou Sofia.
Sentaram-se no chão da sala, em frente à televisão e jogaram playstation durante a maior parte da tarde. No final, a Sofia gostava de poder declarar um empate mas o Gui fez questão de dizer e gritar que era o vencedor. Sofia perguntou-lhe «- Vá, que queres de prémio então?» e ele respondeu:
- Que me mostres umas defesas de karaté! Duvido muito que te consigas defender de mim. - afirmou, dando gargalhadas.
- Então vá, manda-me o teu melhor soco!
Ele mandou.
- Isto é o teu melhor, Gui? - desafiou-o.
Ele manda outro soco e Sofia surpreende-o com as suas defesas.
- Muito bem! E se eu te agarrasse assim, abraçando-te, com uma parede atrás de ti?
Sofia e Gui sentiram uma aproximação incómoda, deixando-os um pouco atrapalhados. Tentando afastar aquela sensação, Sofia disse:
- Uh, consigo sair mas tinha que te dar uma joelhada e eu não te quero mandar para o Hospital. - afirmou, esboçando um sorriso tímido.
- Não queres é sair daqui, escusas de inventar Sofia. - metendo-se com ela.
- Exacto, porquê que eu iria querer sair daqui, Gui?
- Estás a falar a sério?!
Ela só lhe devolveu um sorriso e, quando se apercebeu que se estava a passar um momento entre eles, tremeu. Ficou nervosa. Sentiu o desejo por ela só no olhar dele e sorriu por dentro. Ele aproximou a sua cara da cara dela para lhe dar um beijo. Estiveram mesmo para o dar mas ela não conseguiu. Fugiu-lhe por baixo e foi para trás dele. Ele virou-se, surpreendido, e ela começou a dançar a sua dança da vitória.
- Ficaste contente? - perguntou desiludido.
Ela hesitou.
- Não.
Ela aproximou-se dele. Encostou-o à parede e deu-lhe o beijo que ele lhe queria dar.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Lição de Tango
«- O tango é violência - afirmou ele. - Um homem e uma mulher procuram-se aflitivamente e, assim que se encontram, fogem um do outro. Voltam a juntar-se e deixam-se de novo. É a dança de um amor sem fim.»
quarta-feira, 2 de abril de 2008
episódio
Às seis horas da manhã, ela acorda com a porta a bater ao fundo do corredor. Levanta-se da cama e veste uma camisola. Ainda de olhos meios fechados, sai do quarto e vai ter com ele. Ele sorri para ela e ela, depois de arranjar o seu cabelo com os dedos, faz-lhe uma cara de ponto de interrogação. «O que foi?», ele pergunta.
«O que foi?! Não me perguntes o que foi quando sabes exactamente o que se passa. Tu não podes entrar e sair sempre que te apetecer. Não podes fazer isso comigo. Não me sorrias. Não te atrevas a tornar esta conversa num dos meus episódios de histerismo. Não é. Tu entras na minha vida sempre com promessas que dizes que vais cumprir, entras com vontade de lutar por nós e depois desapareces. Desapareces durante dias e não me dizes uma única palavra. UMA ÚNICA PALAVRA. De ti só recebi silêncio. E durante esses dias pergunto-me «o que é que eu fiz?!». Eu pensava e pensava no que tinha feito. Revia todas as nossas conversas e atitudes na minha cabeça. Nada, não fiz nada. Não me olhes com essa cara. Estou a mentir por acaso? Não respondas. Ouve-me... Eu quero estabilidade, quero saber que posso contar contigo quando te preciso. Quero saber que estarás ao meu lado nos meus, nos nossos, dias maus, nos bons, nos óptimos e nos insuportáveis. Quero estar contigo sabendo que estás comigo. Ou estarei a exigir demasiado de ti? Não te chegues perto de mim. Não te quero ver a chegar às horas que te apetece a minha casa. Dá-me a chave. Estou a falar a sério! Dá-me a chave de casa.»
«O que foi?! Não me perguntes o que foi quando sabes exactamente o que se passa. Tu não podes entrar e sair sempre que te apetecer. Não podes fazer isso comigo. Não me sorrias. Não te atrevas a tornar esta conversa num dos meus episódios de histerismo. Não é. Tu entras na minha vida sempre com promessas que dizes que vais cumprir, entras com vontade de lutar por nós e depois desapareces. Desapareces durante dias e não me dizes uma única palavra. UMA ÚNICA PALAVRA. De ti só recebi silêncio. E durante esses dias pergunto-me «o que é que eu fiz?!». Eu pensava e pensava no que tinha feito. Revia todas as nossas conversas e atitudes na minha cabeça. Nada, não fiz nada. Não me olhes com essa cara. Estou a mentir por acaso? Não respondas. Ouve-me... Eu quero estabilidade, quero saber que posso contar contigo quando te preciso. Quero saber que estarás ao meu lado nos meus, nos nossos, dias maus, nos bons, nos óptimos e nos insuportáveis. Quero estar contigo sabendo que estás comigo. Ou estarei a exigir demasiado de ti? Não te chegues perto de mim. Não te quero ver a chegar às horas que te apetece a minha casa. Dá-me a chave. Estou a falar a sério! Dá-me a chave de casa.»
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